PM condenado por agredir motoboy no DF vai para a reserva remunerada
Após agressão a motoboy em 2023 e condenação em 2024, PM é transferido para a reserva remunerada nesta quinta-feira (10/6)

O tenente-coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Marcelo Alves, condenado por agredir um motoboy após uma discussão de trânsito em Vicente Pires, foi transferido para a reserva remunerada nesta quinta-feira (10/6), conforme portaria publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Em 2024, o oficial foi condenado pelos crimes de lesão corporal, dano qualificado e denunciação caluniosa após perseguir o entregador, trocar agressões com ele em via pública e quebrar o capacete da vítima em 2023.
Veja:
Com a transferência para a reserva remunerada, Marcelo deixa a atividade operacional, mas continua recebendo proventos pagos pelo Estado. De acordo com o Portal da Transparência, a remuneração atual do oficial é de cerca de R$ 32,8 mil.
A PMDF foi procurada para comentar o caso, mas não retornou até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
A defesa de Marcelo também foi acionada mas não comentou.
Briga de trânsito
O episódio ocorreu em 12 de março de 2023, em Vicente Pires. O oficial foi flagrado perseguindo um motoboy após uma discussão no trânsito. Imagens registraram o momento em que o policial corre atrás do entregador e, em seguida, troca socos com ele em via pública.
Durante a confusão, o motoboy consegue imobilizar o militar. Em meio à cena, uma mulher chega a gritar: “Marcelo, para. Para, amor”.
Nos vídeos também é possível ver o oficial levantando a camisa e fazendo menção de sacar uma arma. Após o confronto, ele ainda teria pegado o capacete do motoboy e o quebrado na calçada.
Segundo testemunhas, a briga começou após uma desavença no trânsito. Depois da agressão, o policial teria retornado ao local para anotar a placa da motocicleta. Em seguida, chegou a subir no bagageiro da moto, danificando o equipamento.
Condenação
Em 2024, Marcelo Alves foi condenado pela Justiça a 1 ano e 20 dias de detenção em regime aberto, além de outras penalidades relacionadas ao caso.
A sentença apontou a prática dos crimes de lesão corporal, dano qualificado e denunciação caluniosa. Segundo a decisão, o militar registrou uma ocorrência antes do motoboy na tentativa de se antecipar às acusações.
A Justiça também determinou o pagamento de R$ 5 mil de indenização ao entregador, a título de reparação mínima pelos danos causados.
A magistrada responsável pelo caso rejeitou a tese de legítima defesa apresentada pela defesa, ao entender que o motoboy apenas reagiu para se proteger após ser agredido.
Além da condenação, o policial também foi citado em uma investigação por ameaça, encaminhada ao Juizado Especial Criminal de Taguatinga.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todas















