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Distrito Federal

PM condenado por agredir motoboy no DF vai para a reserva remunerada

Após agressão a motoboy em 2023 e condenação em 2024, PM é transferido para a reserva remunerada nesta quinta-feira (10/6)

Fernanda Cavalcante12/06/2026 03:45, atualizado 11/06/2026 23:23
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Arte/Metrópoles
PM condenado por agredir motoboy no DF vai para a reserva remunerada

O tenente-coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Marcelo Alves, condenado por agredir um motoboy após uma discussão de trânsito em Vicente Pires, foi transferido para a reserva remunerada nesta quinta-feira (10/6), conforme portaria publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Em 2024, o oficial foi condenado pelos crimes de lesão corporal, dano qualificado e denunciação caluniosa após perseguir o entregador, trocar agressões com ele em via pública e quebrar o capacete da vítima em 2023.

Veja:

Com a transferência para a reserva remunerada, Marcelo deixa a atividade operacional, mas continua recebendo proventos pagos pelo Estado. De acordo com o Portal da Transparência, a remuneração atual do oficial é de cerca de R$ 32,8 mil.

A PMDF foi procurada para comentar o caso, mas não retornou até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

A defesa de Marcelo também foi acionada mas não comentou.

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8 imagens
Confusão aconteceu na tarde de domingo (13/3), em Vicente Pires
Testemunhas disseram que briga teria começado após desentendimento no trânsito
Em vídeo, policial aparece enquanto faz menção a puxar arma da cintura
Os dois entraram em briga física no meio da rua
Policial é tenente-coronel da PMDF e lotado na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)
Oficial da PM é flagrado perseguindo motoboy em Vicente Pires
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Oficial da PM é flagrado perseguindo motoboy em Vicente Pires

Imagem cedida ao Metrópoles
Confusão aconteceu na tarde de domingo (13/3), em Vicente Pires
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Confusão aconteceu na tarde de domingo (13/3), em Vicente Pires

Reprodução
Testemunhas disseram que briga teria começado após desentendimento no trânsito
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Testemunhas disseram que briga teria começado após desentendimento no trânsito

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Em vídeo, policial aparece enquanto faz menção a puxar arma da cintura
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Em vídeo, policial aparece enquanto faz menção a puxar arma da cintura

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Os dois entraram em briga física no meio da rua
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Os dois entraram em briga física no meio da rua

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Policial é tenente-coronel da PMDF e lotado na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)
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Policial é tenente-coronel da PMDF e lotado na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)

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Oficial é mestre em ciência política e especialista em política criminal, segurança pública e direitos humanos
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Oficial é mestre em ciência política e especialista em política criminal, segurança pública e direitos humanos

Reprodução
Após a briga, o PM anotou a placa da motocicleta e pisou sobre o bagageiro do veículo
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Após a briga, o PM anotou a placa da motocicleta e pisou sobre o bagageiro do veículo

Reprodução

Briga de trânsito

O episódio ocorreu em 12 de março de 2023, em Vicente Pires. O oficial foi flagrado perseguindo um motoboy após uma discussão no trânsito. Imagens registraram o momento em que o policial corre atrás do entregador e, em seguida, troca socos com ele em via pública.

Durante a confusão, o motoboy consegue imobilizar o militar. Em meio à cena, uma mulher chega a gritar: “Marcelo, para. Para, amor”.

Nos vídeos também é possível ver o oficial levantando a camisa e fazendo menção de sacar uma arma. Após o confronto, ele ainda teria pegado o capacete do motoboy e o quebrado na calçada.

Segundo testemunhas, a briga começou após uma desavença no trânsito. Depois da agressão, o policial teria retornado ao local para anotar a placa da motocicleta. Em seguida, chegou a subir no bagageiro da moto, danificando o equipamento.

Condenação

Em 2024, Marcelo Alves foi condenado pela Justiça a 1 ano e 20 dias de detenção em regime aberto, além de outras penalidades relacionadas ao caso.

A sentença apontou a prática dos crimes de lesão corporal, dano qualificado e denunciação caluniosa. Segundo a decisão, o militar registrou uma ocorrência antes do motoboy na tentativa de se antecipar às acusações.

A Justiça também determinou o pagamento de R$ 5 mil de indenização ao entregador, a título de reparação mínima pelos danos causados.

A magistrada responsável pelo caso rejeitou a tese de legítima defesa apresentada pela defesa, ao entender que o motoboy apenas reagiu para se proteger após ser agredido.

Além da condenação, o policial também foi citado em uma investigação por ameaça, encaminhada ao Juizado Especial Criminal de Taguatinga.

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