Na Mira

Sargento é expulso da PMDF por matar feirante após briga de trânsito

O sargento foi condenado por homicídio qualificado pela morte de Cledson de Caldas Souza, em 31 de dezembro de 2023

atualizado

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Cledson Caldas
1 de 1 Cledson Caldas - Foto: Reprodução/Facebook

Bruno Correa da Hora Fernandes, que era terceiro-sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF),  foi expulso da corporação, conforme publicado no Diário Oficial do Distrito Federal nesta quarta-feira (12/11). O militar havia sido condenado pelo Tribunal do Júri de Ceilândia em 24 de outubro pela morte do feirante Cledson de Caldas Souza (imagem em destaque). Bruno atirou na cabeça e no braço de Cledson após uma confusão de trânsito em 31 de dezembro de 2023, véspera do Ano-Novo.

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 Cledson morreu uma semana após completar 44 anos
Cledson morreu na véspera de Ano-Novo
Cledson deixa uma filha de 12 anos
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Cledson deixa uma filha de 12 anos

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Cledson morreu uma semana após completar 44 anos

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Cledson morreu na véspera de Ano-Novo
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Cledson morreu na véspera de Ano-Novo

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O ex-policial foi julgado por homicídio qualificado, uso de arma de fogo de uso restrito, embriaguez ao volante e porte ilegal de arma de fogo por integrante da PM. O juiz sentenciou Bruno a 22 anos e oito meses de prisão em regime fechado, sem possibilidade de recorrer em liberdade.

Familiares e amigos de Keke, como Cledson era conhecido, aguardaram 664 dias por Justiça. “Estou muito grata a Deus e muito feliz com tudo”, disse a irmã da vítima, Tereza Cristina.


Relembre o caso:

  • Bruno estava acompanhado da esposa e de um casal de amigos quando decidiu lanchar em um estabelecimento na CNM 1.
  • No local, estava Cledson, que, segundo testemunhas, aparentava estar alterado. Bruno teria ido conversar com ele, orientando-o a se retirar.
  • Após discussão, Cledson deixou o local e, em seguida, o policial também.
  • No entanto, eles se encontraram novamente em um semáforo na Avenida Hélio Prates.
  • Segundo o PM, Cledson teria socado o vidro do carro e o ameaçado de morte, e, temendo pela própria vida, Bruno atirou.

Reações e sindicância

“Ele alegou legítima defesa e disse que achava que meu irmão sobreviveria a um tiro na cabeça”, contou Tereza. Na época do crime, o caso foi investigado pela 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), mas o policial não foi afastado imediatamente.

Bruno, era terceiro-sargento do Quadro de Praças Policiais Militares Combatentes (QPPMC), estava na PMDF desde 2014, com remuneração básica de R$ 9.167,01, segundo o Portal da Transparência.

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