Pesquisa: ônibus lotado é principal reclamação de usuários no DF

No estudo realizado pelo projeto Como anda meu ônibus, houve elogios ao sistema de bilhetagem do transporte público

Agencia Brasil

atualizado 14/02/2020 19:08

Ônibus lotados em horários de pico continuam sendo a principal reclamação dos usuários do transporte coletivo no Distrito Federal. De acordo com o projeto Como anda meu ônibus, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) com o Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), a percepção sobre o preço da passagem também apresentou piora.

Entre outras queixas, a região de Brazlândia permanece com alto índice de relatos de falhas mecânicas nos ônibus. Os elogios ficaram para o sistema de bilhetagem, no qual os usuários perceberam que houve melhora no serviço.

A auditoria é realizada trimestralmente pelos órgãos e terá os resultados completos divulgados na próxima segunda-feira (17/02/2020). De 11 de novembro de 2019 a 25 de janeiro de 2020, foram coletadas 416 respostas.

Ao todo, foram 120 respostas abertas com críticas, relatos e elogios, principalmente sobre a estrutura e a qualidade do serviço. O projeto analisa o perfil do usuário, a frequência e o uso do serviço, tempo de viagem, segurança, estrutura e qualidade do serviço, atendimento e sistema de bilhetagem automática.

Também é avaliada a execução orçamentária e financeira da política de transporte público rodoviário do Distrito Federal. No total foram gastos R$ 615 milhões em 2019 e, desse valor, 93% destinaram-se às cinco concessionárias que atuam no Distrito Federal: Viação Piracicabana, Viação Pioneira, Urbi Mobilidade Urbana, Auto Viação Marechal e Expresso São José.

Os 7% restantes tiveram como destino sete programas: complementação da tarifa paga pelos usuários; manutenção da Rodoviária do Plano Piloto; reforma de abrigo para passageiro; manutenção dos terminais rodoviários; custeio do sistema de bilhetagem; passe livre estudantil; e passe livre para pessoa com deficiência (PNE). A manutenção das paradas de ônibus teve investimento de apenas R$ 33 mil.

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