Pesquisa da UnB indica que pandemia da Covid-19 está em queda no DF

A 10ª edição do boletim, divulgada nesta quarta-feira, revela desaceleração da doença na capital federal nos últimos 14 dias

atualizado 16/09/2020 12:10

CORONAVIRUS DF - Ambulancia - EnfermeiroJacqueline Lisboa/ Especial para o Metrópoles

A 10ª edição do boletim produzido pelo Observatório de predição e acompanhamento da epidemia Covid-19 (PrEpidemia), da Universidade de Brasília (UnB), foi divulgado nesta quarta-feira (16/9). A pesquisa tem como objetivo detalhar a situação e o cenário do novo coronavírus no Distrito Federal e indica desaceleração na transmissão da doença na capital do país.

Organizado por um grupo de 26 pesquisadores que integram uma equipe multidisciplinar de especialistas de áreas como matemática, farmácia, engenharia elétrica, gestão ambiental, estatística, ciências biológicas, educação e outras, o boletim aponta que a taxa de transmissão do vírus teve uma redução nos últimos 14 dias, entre 30 de agosto e segunda-feira (14/9).

De acordo com o levantamento, o R(t), ou número de reprodução, calculado para 14 de setembro, foi de 0,88. Isso que indica que cada 100 infectados, em média, passam a doença para outras 88 pessoas durante o período de infecção. Para comparação, em 8 de junho, 100 doentes contaminavam, em média, 130 pessoas.

Veja a íntegra da pesquisa:

Boletim PrEpidemia da UnB by Metropoles on Scribd

O R(t) é a taxa de disseminação da doença, ou a capacidade que um infectado tem de transmitir o vírus para uma certa quantidade de pessoas suscetíveis a contrair a doença. Quando o índice chega a 1 quer dizer que 100 pessoas transmitem o vírus para outras 100.

Segundo os pesquisadores, a tendência é de redução de R(t) e queda no número de infectados.

“Estima-se que, em 31 de dezembro, teremos menos de 1 mil infectados, atualmente temos em torno de 10 mil”, informou ao Metrópoles Paulo Angelo Alves Resende, um dos coordenadores do PrEpidemia.

De acordo com os pesquisadores, os cenários analisados apresentam dados de intervalos de 14 dias, e a desaceleração não implica relaxamento nas medidas de contenção.

“Recomenda-se que a população mantenha o mesmo nível de controle e que o governo invista em inteligência epidemiológica para reduzir ainda mais a evolução da epidemia”, recomendou.

 

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