PCDF retifica indiciamento de soldado que matou militar do Exército
Segundo o delegado-chefe da 2ª DP, Paulo Noritika, a alteração foi feita mediante a apuração mais detalhada das investigações

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) retificou o indiciamento do soldado Kelvin Barros da Silva, 21, acusado de matar e carbonizar a cabo Maria de Lourdes Freire Santos, 25 anos
Segundo o delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Paulo Noritika, a alteração foi feita mediante a apuração mais detalhada das investigações.
Inicialmente, Barros havia sido indiciado por feminicídio, incêndio e furto. Com a retificação, o feminicídio e incêndio permaneceram, o furto foi alterado para peculato e foi acrescentado o crime de fraude processual.
Noritika explica que a alteração de furto para peculato se deu em virtude do soldado ser um funcionário público e se apropriou da pistola do Exército, que era de posse da cabo. A arma inclusive, foi jogada dentro de um bueiro no Paranoá, mas foi recuperada pelo Exército.
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Ver todasJá o acréscimo da fraude processual se deu pelo fato de que Barros ateou fogo no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG) com a intenção de alterar o estado da cena do crime.
O soldado ainda espera a definição de qual Justiça será a competente para o julgamento: Comum ou Militar. O delegado-chefe da 2ª DP defende que o caso deve ser julgado pela Justiça Comum em vez da Justiça Militar da União (JMU).
Além disso, Barros já foi excluído da Força, “a bem da disciplina”. O comunicado da decisão foi feito na sexta-feira (12/12). Ele deverá ser transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda nos próximos dias.
O agora ex-soldado cumpre prisão preventiva e teve o pedido de habeas corpus negado pelo Superior Tribunal Militar (STM)
Com o indeferimento da liminar, o habeas corpus seguirá para análise do mérito no Plenário do STM, após a prestação de informações pela autoridade apontada como coatora. Até lá, permanece válida a prisão preventiva do ex-soldado.















