PCDF prende quadrilha que fraudou R$ 3 milhões em transações bancárias

Operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida no furto e na lavagem de dinheiro no DF e em Goiás

atualizado 12/05/2021 14:38

PCDF faz megaoperação contra quadrilha que fraudou R$ 3 milhõeArthur Menescal/Especial para o Metrópoles

Policiais da Delegacia de Crimes Cibernéticos (DRCC) cumpriram, na manhã desta quarta-feira (12/5), 17 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão no Distrito Federal e em Goiás. A megaoperação, batizada de Operação Testa de Ferro II,  tem como objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida no furto e na lavagem de, aproximadamente, R$ 3 milhões.

O grupo, segundo os investigadores, se especializou em fazer transações bancárias fraudulentas. Eles acessavam a conta bancária das vítimas e efetivavam diversas transações. Depois, os criminosos sacavam os valores ou simulavam compras. A PCDF localizou e prendeu todos os alvos da investigação. Foram mobilizados 17 delegados, 86 agentes e 17 escrivães para a ação, que também tem apoio da Divisão de Operações Especiais da Polícia Civil (DOE).

Se somadas, as penas de todos os envolvidos podem chegar a mais de 500 anos de reclusão.

Veja imagens da operação:

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Na casa de um suspeitos, os policiais localizaram grande quantidade de dinheiro. A quantia estava em uma sacola, escondida na caixa de descarga de um vaso sanitário. Os valores apreendidos ainda são contabilizados. A PCDF também apreendeu um carro em uma residência localizada em Samambaia.

Primeira fase

A primeira fase da operação foi deflagrada em maio do ano passado. À época, os investigadores identificaram um outro grupo que também agia com o mesmo modus operandi. O prejuízo causado pelos suspeitos é de R$ 800 mil.

PCDF faz megaoperação contra quadrilha que fraudou R$ 3 milhões

Segundo informações da PCDF, os envolvidos acessavam a conta bancária das vítimas, efetivavam transações para incrementar o saldo e transferiam valores, seguidamente, a outras contas, para posteriores saques ou simulações de compras. O procedimento ocultava e dissimulava a natureza, origem e localização do dinheiro.

Os mandados de busca e apreensão e prisão temporária foram cumpridos em endereços localizados no  Riacho Fundo e em Samambaia. Na ocasião, seis suspeitos acabaram denunciados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

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