DF: polícia investiga fraude de R$ 1 milhão em contas bancárias

Os policiais cumprem 50 mandados judiciais no Distrito Federal, Ceará, na Paraíba, Bahia, em São Paulo e Santa Catarina

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Rafaela Felicciano/Metrópoles
empresária é achada morta em casa com sinais de violência
1 de 1 empresária é achada morta em casa com sinais de violência - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Policiais civis da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) deflagraram a Operação XCoderX na manhã desta quinta-feira (06/02/2020). A ação investiga criminosos responsáveis por coordenar um esquema interestadual de subtração de valores depositados em contas bancárias de, ao menos, 37 vítimas no Distrito Federal e outras dezenas em diversos estados.

Os policiais cumprem 50 mandados judiciais no Distrito Federal, Ceará, na Paraíba, Bahia, em São Paulo e Santa Catarina. Toda a investigação foi realizada em conjunto com os promotores de Justiça do Núcleo Especial de Combate a Crimes Cibernéticos (Ncyber) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

A delegacia especializada teve conhecimento do crime em 15 de outubro do ano passado, quando a quadrilha subtraiu R$ 4 mil depositados em uma conta bancária de um morador do Distrito Federal. O crime foi realizado por meio da internet.

Após prender dois indivíduos diretamente ligados à receptação do valor, a equipe de investigação da DRCC identificou os outros criminosos responsáveis por coordenar a quadrilha interestadual.

Divisão de tarefas

Os furtos de valores depositados em contas bancárias eram realizados por organização criminosa com a seguinte divisão de tarefas: líderes,  pessoas com conhecimento em informática, encarregados de recrutar “beneficiários”, laranjas que emprestavam as próprias contas para receber os valores subtraídos, responsáveis por auxiliar no processo de lavagem de dinheiro.

De acordo com a DRCC, para realizar os crimes, os investigados ligavam para as vítimas utilizando um recurso tecnológico que fazia aparecer no identificador de chamada o número do telefone oficial de um banco tradicional do DF. Durante a chamada, os bandidos se passavam por funcionários e questionavam as vítimas sobre transações bancárias suspeitas.

Iludidos pela forma como se davam as ligações, os clientes acabavam digitando os números das contas e as senhas no teclado de seus telefones. Os dados eram capturados pelos criminosos.

Em seguida, as vítimas eram orientadas a irem até um caixa eletrônico para gerar um QR Code, que deveria ser enviado para os criminosos por meio do aplicativo WhatsApp. De posse desses dados, os bandidos baixavam e instalavam um aplicativo do banco em seus telefones e realizavam uma série de saques e transferências.

No total foram identificadas 37 vítimas com contas bancárias no Distrito Federal. O prejuízo causado pela referida organização criminosa foi inicialmente calculado em R$ 1,1 milhão. De acordo com a polícia, o valor pode aumentar se forem somadas as vítimas de outros estados.

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