PCDF prende estelionatários que davam golpes em servidores públicos

Acusados ligavam para funcionários públicos endividados e ofereciam empréstimos com a promessa de que parte do dinheiro seria devolvido

atualizado 25/02/2021 11:52

Policias da 35° Delegacia de Polícia (Sobradinho 2) prenderam em flagrante, nesta quarta-feira (24/2), três pessoas por estelionato e associação criminosa. O grupo oferecia vantagens no refinanciamento de dívidas para funcionários públicos endividados e pessoas que haviam realizado financiamentos bancários.

Segundo a investigação, os acusados atuavam na empresa de apoio financeiro Diamond Assistência Pessoal. O golpe era cometido quando os criminosos ligavam para a vítima se passando por funcionários de um banco e marcavam um encontro com a promessa de que parte do dinheiro do financiamento seria devolvido, pois a instituição bancária teria cobrado valores a mais.

Foram registradas 12 ocorrências contra a empresa Diamond, tendo sido comprovado que, quando as vítimas compareciam aos encontros agendados, os funcionários da empresa pediam o aparelho de telefone celular e, sem que elas percebessem, ingressavam nos aplicativos dos bancos, contraíam um novo empréstimo e transferiam o dinheiro obtido para uma conta bancária por eles administradas.

Flagrante

No caso investigado pela 35ª Delegacia de Polícia, uma mulher de 51 anos desconfiou do encontro marcado pelos golpistas e procurou a delegacia. A vítima foi orientada a comparecer na reunião agendada, que seria monitorada pelos policiais.

No encontro, as três pessoas que atenderam a vítima solicitaram o celular dela, sendo que a primeira atendente pediu para mexer no aparelho da vítima para ”ver o aplicativo dela”. A acusada também solicitou que a mulher acessasse o app bancário e colocasse na página referente aos empréstimos.

Diones Oliveira da Costa, 38 anos, Raquel Lopes de Sousa, 27, e Olamine Lage Nolasco, 31, identificada como a responsável pela empresa, são acusados de estelionato, Os autores estão sujeitos a pena de 1 a 5 anos de prisão. Pelo crime de associação criminosa, podem pegar de 1 a 3 anos de reclusão.

Na ação, alguns documentos, um computador pessoal e os aparelhos de telefone celular dos envolvidos acabaram apreendidos.

Veja imagens dos acusados e da operação:
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A PCDF divulgou as imagens dos suspeitos para o caso de outras vítimas os reconhecerem. As denúncias poderão ser feitas por meio dos canais on-line no site oficial da PCDF ou pelo Disque-Denúncia (197), ligação gratuita.A identidade será mantida em sigilo. Os plantões das delegacias em todas as cidades do DF funcionam 24h para informações e registros de ocorrências.

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