Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

PCDF não vê indícios de abuso em criança de 3 anos encontrada morta

Investigadores do caso aguardam laudos periciais para apontar a causa da morte. Familiares disseram que vítima sofreu choque elétrico

19/02/2022 10:00
Daniel Ferreira/Metrópoles
Imagem colorida da fachada 27ª DP (Recanto das Emas)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) não vê indícios de abuso sexual na menina de 3 anos que morreu em Recanto das Emas, na sexta-feira (18/2). Familiares levaram a criança ainda com vida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Segundo o relato da família, a garota teria sofrido um choque elétrico. No entanto, mesmo com o socorro, ela não sobreviveu.

Segundo o delegado-chefe da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), Pablo Aguiar, as investigações estão em curso, mas a apuração inicial não identificou indícios de abuso sexual em momento algum da tragédia. “Não se sabe ainda do que a menina morreu”, assinalou.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O depoimento do profissional de saúde UPA responsável pelo atendimento da criança não sinaliza abuso. “Na oitiva do médico, em hora nenhuma, ele fala que ela foi abusada sexualmente. Não. Ele fala que seria interessante fazer uma perícia para saber se teve, se ela foi abusada anteriormente ou não. Mas não tem nada dele falando sinais de abuso. Não tem isso”, ressaltou o delegado.

“Inclusive, a vermelhidão que apresenta nos órgãos genitais pode ser em decorrência de assaduras, de falta de limpeza no local. O médico não ‘laudou’. Não falou que a criança sofreu abuso em hora nenhuma. Ele simplesmente chamou a polícia”, enfatizou.

A convocação da polícia é de praxe em casos como este.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF

Os familiares da menina não foram detidos, mas prestaram esclarecimentos na delegacia. De acordo com o chefe das investigações, o depoimento ficou marcado também pelo choro e desespero da mulher diante da perda.

Segundo o delegado, em depoimento, a mãe da criança foi enfática ao declarar que menina não sofreu abusos. Aos prantos, ela teria garantido que nenhum adulto na casa estava perto da menina no momento do tragédia.

A delegacia segue investigando o caso e aguarda laudos técnicos, especialmente a perícia do corpo da criança, conduzida pelo Instituto Médico Legal (IML).