PCDF apura fraude em contratos de R$ 7 mi no consórcio Corumbá III

Esquema criminoso ocorreu entre 2013 e 2014 e foi denunciado pela atual gestão. A CEB detém 37,5% da participação na sociedade gestora

atualizado

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1 de 1 policial civil - Foto: JP Rodrigues/Metrópoles

Quatro pessoas foram presas durante operação deflagrada pela Polícia Civil do DF, na manhã desta quarta-feira (03/07/2019), contra esquema criminoso suspeito de desviar, entre 2013 e 2014, R$ 7 milhões do consórcio formado para construção da usina Corumbá III. A Companhia Energética de Brasília (CEB) detém 37,5% da participação na sociedade gestora do empreendimento.

São investigados crimes de estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documento, associação criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com a polícia, os suspeitos superfaturavam contratos de manutenção, como revegetação, retirada de material e recuperação de projetos erosivos do local. No entanto, os possíveis envolvidos realizavam contratações fraudulentas e pagamentos extras para empresas “espelhos”.

“Tal grupo celebrou contratos no valor aproximado de R$ 7 milhões, entre 2013 e 2014. Há um ex-diretor-presidente do consórcio entre os presos”, destacou o delegado da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf), Wisllei Salomão.

Foram cumpridos seis mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão no Distrito Federal, em Goiás e São Paulo. Ao todo, quatro pessoas foram presas no Guará (DF), em Campinas (SP), Aparecida de Goiânia (GO) e Luziânia (GO). Foram apreendidos celulares, computadores e documentos. O delegado salientou que as prisões são temporárias e visam facilitar o prosseguimento das investigações.

Os alvos de mandados de prisão preventiva foram: Lázaro Roberto da Silva, José Hugo Junqueira, Gilmar Pacheco Rodovalho, Roberto Soares da Silva, Rogério Soares da Silva e Bárbara Fernanda da Silva Armondes Fernandes. Lázaro e Rogério estão foragidos

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Mansão que foi um dos alvos da operação
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Mansão que foi um dos alvos da operação

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A operação foi batizada de Espelho d’Água e é conduzida pela Corf.

Wisllei Salomão afirmou que as investigações começaram em 2015, quando a atual gestão do consórcio suspeitou das fraudes e registrou denúncia na polícia. De acordo com o delegado, as empresas regulares eram contratadas para serviços de manutenção. O pagamento, porém, era parcialmente desviado para empresas “espelhos”, de nomes parecidos.

Depois, eram feitos aditivos nos contratos quando as empresas regulares davam conta de não ter recebido o pagamento integral. Já as fictícias tinham sede em residências ou, como no caso de uma delas, em lugar abandonado. Elas realizavam transações entre si. O gestor de contratos envolvido no crime possuía, inclusive, procuração para movimentá-las.

Os suspeitos também criavam pessoas jurídicas fictícias e as contratavam para a realização dos serviços. Algumas delas estavam em nomes de parentes do gestor, ou não possuíam CNPJ. Esses “laranjas” chegavam a terceirizar outros, para que os serviços de manutenção fossem parcialmente cumpridos.

As contrações fraudulentas não passavam por análise, tendo em vista que o gestor responsável era considerado alguém de confiança. Entre os presos, está um ex-diretor do consórcio. Ele teria recebido das empresas fantasmas cerca de 700 mil reais em sua conta bancária pessoal e empresarial.

Corumbá

A Usina Hidrelétrica Corumbá III foi inaugurada em abril de 2009 no rio Corumbá, em Luziânia (GO), Entorno do DF. Ela é capaz de gerar 93,6 MW de energia, sendo boa parte transmitida para a capital do país.

Em dezembro de 2018, a CEB chegou a colocar à venda a sua parte nas ações por R$ 93 milhões. O processo, no entanto, foi suspenso.

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