Cinco coronéis na Papudinha: veja a participação de cada um no 8/1
Embora os coronéis tenham sido condenados por golpe de Estado e outros quatro crimes, cada um deles teve atuações específicas na ocasião
atualizado
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Condenados por omissão durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, na Esplanada dos Ministérios, cinco coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) começaram, na quarta-feira (11/3), a cumprir as penas.
Embora os coronéis tenham sido condenados por golpe de Estado e outros quatro crimes, os cinco réus tiveram atuações específicas relacionadas ao 8 de Janeiro. Confira como cada um agiu à época:
- Fábio Augusto Vieira (foto em destaque): então comandante-geral da PMDF, Vieira era responsável por coordenar a tropa que combateria os atos antidemocráticos. A investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que Vieira não teria atendido pedido da Polícia Legislativa para mobilizar o Batalhão de Choque da PMDF em meio à manifestação.
- Klepter Rosa Gonçalves: era o subcomandante-geral da corporação. Segundo as investigações, ele teria empregado efetivo de militares insuficiente para 8 de Janeiro e retardado propositalmente o envio de informações ao STF sobre após os atos antidemocráticos. Chegou a ser nomeado comandante-geral da PMDF pelo interventor federal Ricardo Cappelli, mas foi detido meses depois.
- Jorge Eduardo Barreto Naime: o ex-chefe do Departamento de Operações estava de folga no dia do quebra-quebra, mas foi à Esplanada na ocasião. A investigação o acusa de se afastar das funções com intuito de se colocar em uma posição de incapacidade.
- Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra: atuava como comandante interino do Departamento de Operações (DOP) da PMDF na data. Na véspera dos atos, Bezerra recebeu mensagem de um informante dele que acompanhava o acampamento montado em frente ao QG do Exército, onde os manifestantes se concentravam há semanas. O amigo avisou ao coronel da PM que os golpistas vieram ao DF “preparados para a guerra”, não cederiam “de forma alguma” e falavam até em “morte”.
- Marcelo Casimiro Vasconcelos: então comandante do 1º Comando de Policiamento Regional (CPR), Vasconcelos recebeu de Bezerra as mensagens acima relatadas e estava ciente da possibilidade dos atos antidemocráticos acontecerem, apontam as investigações. Para a Polícia Federal, um plano operacional deveria ter sido produzido a partir das mensagens do informante de Paulo Bezerra.
PMs se entregam
Uma vez que se esgotaram as possibilidades de as defesas dos coronéis entrarem com mais recursos, o Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou, nessa quarta-feira (11/3), que Jorge Eduardo Naime, Fábio Vieira, Klepter Gonçalves, Paulo Bezerra e Marcelo Vasconcelos comecem a cumprir as penas definidas pelas condenações referentes aos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro.
Os cinco policiais se entregaram horas depois da decisão, na Corregedoria da PMDF, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Depois, eles foram conduzidos ao 19º Batalhão da PM, conhecido como Papudinha.










