Pai será julgado por tiroteio que resultou na morte de filho de 9 anos
Douglas Campos Alves foi denunciado pelo MPDFT por tentativa de homicídio, homicídio qualificado do filho e também por porte ilegal de arma
atualizado
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Douglas Campos Alves Moreira será julgado no Tribunal de Júri de Ceilândia na próxima quinta-feira (15/1) por ter iniciado um tiroteio que terminou na morte do seu filho, Ryan Douglas Cardoso, de 9 anos.
O homicídio aconteceu no dia 11 de maio de 2024, na quadra 502 do condomínio Pôr do Sol, em Ceilândia (DF).
O homem foi denunciado pelo Ministério Público do DF (MPDFT) por tentativa de homicídio, homicídio qualificado do filho e também por porte ilegal de arma.
Douglas teria levado um amigo, identificado como João Vítor, para cobrar uma dívida de drogas em um bar. Ele teria se desentendido com um homem que morava naquela área por ter chegado “cantando pneu”. Dentro do carro estavam Ryan e outra filha de Douglas, que tinha apenas 3 anos.
Relembre o crime
- Os disparos atingiram duas pessoas, além do garoto.
- Por volta das 20h, o Grupo Tático Operacional (GTOP28) do 8º Batalhão da PMDF recebeu um chamado urgente após relatos de disparos de arma de fogo na SHPS Quadra 502.
- Segundo a PMDF, o pai do garoto morto tem três mandados de prisão em aberto. Os feridos foram internados no Hospital Regional de Ceilândia (HRC).
A denúncia alega que Douglas teria disparado contra o desafeto, que também estava armado e respondeu com disparos. Ryan desceu do carro e foi atingido na boca e na clavícula, morrendo no local.
“O denunciado, com dolo homicida, ao menos assumindo o risco de causar o resultado morte, iniciou e insistiu em um tiroteio, tudo isso na companhia de seu filho Ryan Douglas Cardoso Campos Moreira, de 9 anos, que veio a ser atingido por disparos de arma de fogo, causando-lhe lesões que foram a causa eficiente de sua morte”, narra a denúncia do MPDFT
De acordo com as penas previstas no Código Penal, Douglas pode pegar de 19 a 56 anos de prisão se condenado.
