Padre suspeito de estuprar garoto do DF na mira da CPI da Pedofilia
Distritais querem saber se o padre Fabiano Gonzaga, acusado de estuprar um menor de 15 anos, morador do Distrito Federal, em Caldas Novas (GO), no fim de semana, se utilizava de uma rede para cometer outros abusos
atualizado
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A Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia da Câmara Legislativa quer saber se o padre Fabiano Gonzaga, acusado de estuprar um menor de 15 anos, morador do Distrito Federal que passava o final de semana com a família em Caldas Novas (GO), no fim de semana, se utilizava de uma rede para cometer outros abusos. No próximo dia 15, o presidente da CPI, deputado Rodrigo Delmasso (PTN), vai enviar às autoridades que investigam o caso um requerimento pedindo informações sobre o inquérito, para definir se convoca ou não o religioso.
De acordo com o parlamentar, “o fato despertou a atenção dos membros da CPI”, que querem cópia do inquérito que está em poder da polícia goiana. Além do fato de o adolescente abusado ser do Distrito Federal, os distritais estão interessados no conteúdo que foi encontrado no celular do pároco da cidade de Frutal (MG), vinculado à Arquidiocese de Uberaba.“Vamos verificar se, por trás dessas imagens, existe uma rede de pedofilia e se ela envolve crianças do Distrito Federal”, explicou Delmasso. De acordo com a delegada Sabrina Leles, que investiga o caso, embora tenha negado o crime, não há dúvidas de que o padre tenha cometido o abuso: “No celular, encontramos fotos e mensagens pornográficas, que eram trocadas com outros homens por meio de um aplicativo”. De acordo com a policial, as fotos e conversas são “incompatíveis com a função de padre” e têm “fundo pornográfico e homossexual”.
A convocação, explica o distrital, ainda dependerá de como caminham as investigações. Outras duas pessoas acusadas de participarem de redes de abuso de menores já estão convocadas pela comissão.
O caso
O padre foi preso no sábado (4/6), depois que a polícia foi acionada pela direção do clube. A mãe do garoto, que mora no DF, teria denunciado o religioso. No depoimento, a criança, que tem deficiência intelectual, contou que estava na sauna com o padre, que teria tocado nas partes íntimas do adolescente e o obrigado a fazer sexo oral e beijá-lo.
A Arquidiocese de Uberaba informou que o padre Fabiano Gonzaga está proibido de “fazer uso de ordens”, ou seja, presidir ou administrar sacramentos, e nem pode realizar qualquer exercício do “ministério presbiteral” ou de “outro encargo eclesiástico”.
