Primeiros convocados da CPI da Pedofilia são investigados pela polícia
A intenção é descobrir se o DF participa de uma rede internacional de prostituição infantil, com a realização de festas que usam crianças como iscas
atualizado
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A CPI da Pedofilia da Câmara Legislativa vai convocar dois investigados pela Justiça para depor na comissão. André Felipe de Carvalho Albuquerque, suspeito de abusar sexualmente de duas crianças e de manter fotos de menores em relação íntima com adultos em seu computador, e Julião da Silva, preso em junho de 2015 pela suspeita de abuso contra seis crianças, serão ouvidos pelos deputados distritais. A intenção é descobrir se o DF participa de uma rede internacional de prostituição infantil, com a realização de festas que usam crianças como iscas.
As convocações foram aprovadas nesta quarta-feira (25/5), após reunião extraordinária da Comissão Parlamentar de Inquérito. Eles devem depor no segundo semestre, em data a ser agendada. “Pretendemos, ainda, visitar o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI que investigou o tema no Senado; ir até a unidade de repressão a crimes cibernéticos da Polícia Federal e ao Núcleo de Enfrentamento de Violência Contra a Criança e Adolescente para termos mais material”, afirmou o presidente da comissão, Rodrigo Delmasso (PTN).
Segundo ele, a CPI vai trabalhar com três linhas de atuação: “Precisamos saber se o DF está na rota internacional de prostituição infantil; sobre uma auditoria no Sistema de Proteção à Criança e ao Adolescente e queremos fazer propostas de melhoria no combate e na recuperação de menores que sofreram algum tipo de abuso”, completou o parlamentar.
Depoimentos
André Fellipe Albuquerque, 37 anos, foi preso em novembro por difundir na internet grande quantidade de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes. Ele ainda é suspeito de abusar de dois menores de idade. A polícia chegou a ele por meio de denúncia. O homem pagou fiança e responde ao processo em liberdade.
Julião da Silva, 50 anos, afirmou à polícia, no ano passado, ter abordado mais de 20 crianças com idades entre sete e 11 anos para abusar delas. Seis delas supostamente teriam sofrido com o pedófilo. No depoimento, o homem chegou a dizer que tinha uma neta de sete meses e que já sentia atração por ela. Segundo Delmasso, “Julião é considerado o maior pedófilo do DF”.
