Padre é indiciado por estupro de garoto brasiliense em Caldas Novas

Inquérito foi concluído nesta sexta-feira (10/6). Fotos do documento, obtidas pelo Metrópoles, mostram que Fabiano Gonzaga mentiu ao se declarar celibatário e heterossexual. Se condenado, ele pode pegar até 15 anos de prisão

atualizado

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O desfecho do caso que chocou Caldas Novas (GO) e o Distrito Federal no último fim de semana agora depende da Justiça. O padre Fabiano Gonzaga, de 28 anos, preso preventivamente no último dia 4 de junho, foi indiciado por estupro de vulnerável. O caso, concluído pela delegada Sabrina Leles Miranda nesta sexta-feira (10/6), aguarda manifestação do Ministério Público de Goiás. A pena para esse tipo de crime é de até 15 anos de reclusão.

Gonzaga abusou da inocência de um adolescente de 15 anos que tem um atraso intelectual. Choca e revolta ainda mais o fato de que o criminoso lidera uma paróquia católica, na cidade de Frutal (MG). Deveria zelar pelo bem estar do outro, como princípio da religião que diz seguir e doutrinar.

Em entrevista ao Metrópoles, a delegada Sabrina Miranda recapitula como o crime ocorreu. Para ela, o depoimento do menino é consistente. A versão do padre, contraditória.

O adolescente, que mora em Brasília, estava na sauna de um clube de Caldas Novas quando Gonzaga entrou no local. Havia mais um senhor no ambiente, mas ele saiu logo dali. Quando ficaram a sós, o padre não perdeu tempo. Aproximou-se do menino, perguntou seu nome e puxou conversa. Sem sucesso na tentativa, foi mais agressivo. Beijou a boca do adolescente e pegou em seu pênis.

Assustado, o garoto tentou fugir, mas foi impedido pelo padre. O inquérito aponta que, nesse momento, Gonzaga exigiu que o menino fizesse sexo oral nele. Com medo, o jovem obedeceu. O padre nega tudo. Segundo Sabrina, ora Gonzaga admite ter se aproximado do menino, ora diz que não. “Ele entra em contradições. Fala que puxou conversa e a vítima respondeu, em seguida, fala que não conversou com o adolescente porque percebeu que ele não conseguiria por conta do retardo mental”, conta a delegada.

Provas e testemunhas
As fotos e as conversas encontradas pela delegada no celular do padre ajudaram na conclusão do inquérito. Sabrina diz que elas provam “um comportamento duvidoso” e “imoralidade em seus atos”. As imagens contrariam as informações dadas por ele sobre ser celibatário e heterossexual.

O Metrópoles obteve algumas das fotografias que fazem parte do inquérito e não deixam dúvidas quanto à orientação homossexual do padre. Não é a homossexualidade dele, aliás, que determinou sua atitude criminosa. Mas elas mostram a contradição do depoimento de Gonzaga, importante para a conclusão do inquérito, segundo a delegada.

Havia muitas fotos de rapazes nus (inclusive dele próprio) e apenas de cueca. Em uma das imagens (na galeria abaixo), o religioso aparece ao lado de dois amigos, preparando-se para ir ao clube. O homem que passa protetor solar nas costas dele também é padre.

Durante o processo de investigação, um outro frequentador do clube compareceu espontaneamente à delegacia para contar o que viu naquele dia. Seu depoimento ajudou a fechar o inquérito. O homem de 42 anos estava com os dois filhos na entrada da sauna, enxugando as crianças, quando Gonzaga chegou ao local. Ele conta que o padre teria ficado olhando para as partes íntimas dos três.

Indignado, o pai perguntou ao homem o que ele olhava. O rapaz não teria respondido nada e entrado na sauna. Minutos depois, esse pai viu o desespero de uma mãe gritando com outra pessoa. Quando se aproximou da confusão, percebeu que era o mesmo rapaz que vira na entrada da sauna masculina: o padre Fabiano Gonzaga.

Repercussão
O estupro cometido pelo padre teve grande repercussão nos últimos dias. Neste sábado (11/6), a revista “Veja” publicou reportagem que traz entrevistas com a mãe da vítima e o padre. A mãe contou que o filho não sai mais de casa. Católica, ela está revoltada com a barbaridade cometida pelo padre. “Na hora que eu o ouvi declarando a profissão na delegacia, quase morri”, afirmou.

Segundo o relato da mãe à revista, em função da deficiência, o seu menino ainda é um garotinho, que “só escuta músicas infantis”. “Ele era um adolescente alegre e tranquilo. Agora, está calado, não quer mais ir à escola e parou até de perguntar para onde a gente vai”, lamentou.

O padre negou ter estuprado o garoto e o acusou de ter inventado tudo. “Cheguei à conclusão de que o menino ficou interessado em mim. Mas, como não correspondi, acabou inventando essa história por ter um retardo mental. A mãe tomou-a como verdadeira e já veio me acusando por eu ser minoria”, disse à publicação.

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