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Distrito Federal

Pacientes encaram 6h de fila para pegar remédio em Farmácia de Alto Custo. Veja vídeo

De acordo com um usuário, já na fila para a entrega de senha, pessoas aguardavam uma hora nesta segunda-feira (22/6), na unidade da Asa Sul

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Material cedido ao Metrópoles
Pacientes encaram 6h de fila para pegar remédio em Farmácia de Alto Custo

Menos de uma semana após o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendar que a Secretaria de Saúde (SES) adote novas medidas para melhorar o atendimento nas Farmácias de Alto Custo, usuários voltaram a reclamar sobre a demora, nesta segunda-feira (22/6), na unidade da Asa Sul.

Veja:

O Metrópoles recebeu o relato de uma pessoa, que não quis se identificar, que estava na fila para buscar um remédio para mãe. Segundo ele, os responsáveis estariam fazendo atendimentos conjuntos dos usuários agendados e dos que chegam diretamente no local.

“Caos generalizado. Só a fila inicial de entrega de senha, para posterior atendimento nos guichês, já fazia os usuários esperarem mais de uma hora, desde a abertura da farmácia. Os que agendaram são atendidos em cerca de uma hora de atraso e os que vêm diretamente à farmácia, estão esperando mais de seis horas para serem atendidos”, detalhou.

Procurada pela reportagem, a SES-DF agradeceu “a compreensão de todos” e reafirmou o compromisso em buscar soluções tecnológicas que tragam mais conforto e agilidade no atendimento ao cidadão (veja a resposta completa abaixo).

Ainda de acordo com o usuário, por volta das 10h desta segunda-feira (22/6), quem chegava na unidade para renovação de processo — que é exigido a cada seis meses — não estava mais conseguindo uma senha para atendimento.

Segundo a denúncia, foi instalada uma tela branca nos guichês de atendimento. “Isso é uma nítida demonstração de falta de transparência no serviço público, pois dificulta os usuários visualizarem o que ocorre no lado interno da farmácia, criando um clima de presídio ou de local de segurança máxima”, desabafou.

Sistema em avaliação

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que foi implementado um novo sistema de agendamento, que atualmente se encontra em fase de avaliação, e tem como objetivo principal otimizar a marcação e melhorar a experiência do usuário, o CEAF digital.

De acordo com a pasta, por meio da ferramenta, os pacientes conseguem cadastrar medicamentos de forma digital, sem a necessidade de deslocamentos para realizar o cadastro, além de acompanhar toda a solicitação. “Por estarmos em mudança de sistemas e termos que usar concomitantemente os dois sistemas, o tempo de espera ainda não normalizou”, explicou a SES-DF.

Segundo a nota, como estas semanas têm sido as primeiras com um volume maior de servidores utilizando a nova plataforma de forma simultânea, “já era esperada uma quantidade maior de dúvidas por parte dos servidores e pequenas intercorrências naturais desse período de adaptação”.

“Equipes trabalham para mitigar os impactos. O sistema Hórus apresentou uma pequena melhora nos últimos dias, registrando poucas instabilidades. O volume elevado de atendimentos impacta diretamente no tempo de espera e na formação de filas”, ressaltou a pasta.

A Secretaria destacou ainda que tem adotado medidas para ampliar e qualificar o acesso, como o programa Medicamento em Casa, que permite a entrega de medicamentos diretamente ao paciente ou a um representante autorizado.

Medidas

Ao recomendar a adoção das novas medidas, a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus/MPDFT) apontou condições inadequadas, déficit de profissionais, insuficiência de senhas, longo tempo de espera e longas filas, após inspeção nas Farmácias de Alto Custo da Asa Sul e de Ceilândia.

Para a Prosus, condições inadequadas de atendimento e tempo excessivo de espera podem representar a violação à dignidade de usuários que necessitem de remédios de alto custo, especialmente os com mobilidade reduzida ou em tratamento de doenças graves.

Algumas das providências recomendadas foram a criação de centros de infusão para alguns medicamentos, a implantação de sistemas mais eficientes de agendamento e a gestão de senha e melhoria nas áreas de espera.

Além dessas, também foram incluídas na recomendação: recomposição urgente do quadro de funcionários nas unidades da Asa Sul, Ceilândia e Gama, reestruturação de fluxo de atendimento, a fim de reduzir o tempo de espera, implementação do sistema Sismedex, que auxilia na gestão farmacêutica, e regularização do programa de entrega domiciliar.

A partir dessas recomendações, a SES-DF deverá apresentar, em até 60 dias, um plano de ação com medidas de curto, médio e longo prazo para enfrentar os problemas identificados, com metas e indicadores de desempenho.

De acordo com o documento, a Secretaria de Saúde reconheceu a existência de problemas estruturais no serviço, e os atribuiu ao aumento de demanda, concentração de atendimentos em determinados períodos, déficit de servidores e elevado índice de ausência entre os profissionais, além de sobrecarga de trabalho e falta de incentivo aos servidores das unidades indicadas.

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