Orla do Lago Paranoá tem 891 becos e pontas de picolé. Veja mapa
CLDF aprovou projeto do GDF para regularização áreas na orla do Paranoá. Mas proposta é objeto de debate. O MPDFT vê a ideia com preocupação

Margens e arredores do Lago Paranoá somam 891 pontas de picolé e becos. O levantamento é da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (Seduh-DF).
Veja o mapa com pontas de picolé e becos:
A Câmara Legislativa (CLDF) aprovou projeto de lei, proposto pelo Palácio do Buriti, para regularizar as pontas de picolé e becos nos lagos Sul e Norte. O texto abre possibilidade de fechamento de trechos da orla.
O Lago Sul tem 220 pontas de picolé e 266 becos. O Norte possui 238 pontas de picolé e 167 becos. O projeto também depende da sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).
Segundo a Seduh, o governo fará um estudo para apontar quais trechos são passíveis de regularização. Na sequência, o Executivo local fará a regulamentação da lei para estabelecer as regras para a concessão.
Para acabar com a judicialização na orla do Paranoá
Ibaneis comemorou a aprovação do projeto. “Nós queremos trazer a pacificação judicial para essas famílias que ocupam esses terrenos, de forma a levar segurança para todos eles“, assinalou.
O governador negou o fechamento da orla. “Os acessos ao Lago continuam garantidos e isso foi analisado durante a implementação do projeto. Todos os acessos continuam certos”, afirmou.
Preocupação
No entanto, o proposta ainda está distante do consenso. O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) vê com preocupação a questão. Após a sanção, o órgão de controle pretende para mensurar os impactos da norma.
Na CLDF, a oposição criticou abertamente a proposta, questionando os baixos valores da concessão. Para o deputado distrital Fábio Felix (PSol), a nova lei abre as portas para a reprivatização da orla do Lago Paranoá.
Públicas e verdes
Para o líder do governo, o deputado Robério Negreiros (PSD), as área públicas continuarão a ser públicas, por isso o projeto não mira a privatização. Segundo o distrital, a proposta apresenta uma condição viável de pagamento.
De acordo com Negreiros, os particulares terão obrigação de cuidar dos terrenos, além disso áreas verdes serão preservadas.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todas







