Oferta de emprego no Mané Garrincha atrai centenas de pessoas

Estádio tem oportunidades para diversos cargos. Entrevistas serão feitas até as 17h desta terça-feira

Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 28/01/2020 11:41

Uma grande fila se formou nos arredores do estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, na manhã desta terça-feira (28/01/2020). O motivo foi a oferta de cerca de 1 mil vagas de emprego para os cargos de catraqueiro, orientador, vigilante, segurança de campo e brigadista para trabalhar no local.

Cerca de 1,5 mil interessados estavam por lá às 9h30 da manhã. Organizador do processo de entrada dos candidatos no estádio, Carlos Lopes, 75 anos, afirmou que o número elevado de oportunidades se deve ao fato de que, até junho, o estádio vai receber diversos eventos.

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“Os contratos vão ser intermitentes. Depois que a nova empresa (Arena BSB) assumiu a administração, muitos eventos foram fechados até o meio do ano. A expectativa é de que sejam contratadas cerca de mil pessoas, mas pode chegar a mais porque a demanda é grande”, explicou o organizador.

Os selecionados vão compor um banco de talentos nas empresas Dinâmica Facility e Esparta. Quando houver algum evento, essas pessoas serão chamadas. Todas vagas são para a modalidade intermitente.

Os primeiros chegaram na madrugada desta terça. Há uma previsão de que o estádio receba cerca de 700 mil pessoas com os eventos já fechados. Os candidatos serão atendidos até as 17h de hoje.

Atrás da oportunidade

Tatiana de Souza Camargo, 35 anos, completou recentemente o sétimo semestre do curso de enfermagem e ficou desempregada. Desde então, ela trancou a faculdade e está com dificuldade para sustentar sozinha os dois filhos.

“Faltavam apenas seis meses para eu me formar quando eu perdi o emprego. Quero muito conseguir a vaga para concluir minha faculdade e dar uma vida melhor aos meus filhos. Por isso, eu cheguei às 5h30 na fila. Estou otimista”, explicou.

Já Tatiane Ferreira, 36, veio do Paranoá para tentar entrar no mercado após concluir o curso de administração. Ela lamenta o fato de que ter um diploma hoje em dia não é mais um diferencial. “Quero sair do desemprego. Há cinco meses, eu me formei e não consegui nada, nem na minha área nem em outros empregos”, contou.

“Infelizmente, hoje em dia, ter um diploma não é mais um diferencial. Tanto é que encontrei muitas amigas que eram da minha turma na faculdade aqui na fila. Incrível isso. Tenho duas filhas e as sustento com meu marido. Cheguei às 6h e espero, finalmente, me colocar no mercado”, apontou Tatiane.

Candidato a uma vaga de auxiliar de serviços gerais, Gerisson da Silva, 24, chegou à fila às 3h da madrugada. O jovem está desempregado há cerca de 5 anos e sonha com a possibilidade de  conseguir a oportunidade.

“Preciso do emprego para ajudar minha esposa na renda de casa, pois só ela trabalha e acabamos de casar. Procuro emprego há muito tempo e se eu conseguisse ser contratado ficaria muito feliz. Seria espetacular”, contou o jovem.

A fila reúne candidatos que vêm de diversas regiões do Distrito Federal. Denise Alves, 37, veio de Samambaia e chegou à fila às 5h da manhã para tentar a vaga de auxiliar de serviços gerais.

“Estou desempregada há seis meses e gostaria de entrar na vaga de auxiliar de serviços gerais, mas o que vier para mim está valendo. Sustento quatro filhos sozinha, preciso pagar aluguel e muitas outras contas”, explicou Denise.

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