Nos últimos seis anos, HIV na população idosa do DF cresceu 275%
Boletim também revela aumento nas infecções em jovens de 20 a 29 anos. Com 103 casos, Ceilândia teve a maior quantidade de registros
atualizado
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Segundo informações apresentadas através do mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde, houve aumento nos casos de infecção pelo vírus HIV e diagnóstico da Aids na população acima dos 60 anos, entre os anos de 2014 e 2019 no Distrito Federal.
O informativo também traz aumento dos casos em jovens entre 20 e 29 anos. Dos casos detectados no sexo masculino, houve redução de 24,4% apenas os indivíduos que estão na faixa etária entre 15 e 19 anos. Nas mulheres, a redução ocorreu em todas as faixas etárias, com exceção daquelas que têm entre 15 e 19 anos e 50 e 59 anos, onde o aumento foi de 5,9%.
Em seis anos, os casos de HIV em maiores de 60 anos, em ambos os sexos, variaram 275%. De acordo com o informativo epidemiológico, em 2014 era 1,3 casos de HIV em homens para cada caso em mulheres. Em 2019, passou a ser 5 casos em homens para cada caso em mulheres.
“Essa população é sexualmente ativa, mas ainda encontra barreiras e tabus quando o assunto é sexualidade. É preciso falar abertamente sobre o tema e alertar esse grupo sobre a importância de se prevenir.”, observa a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis, Beatriz Maciel Luz.
O maior crescimento detectado foi entre os homens na faixa de 60 anos e mais, com 157,1% (passou de 2,8 casos de HIV por 100 mil habitantes para 7,2 casos de HIV por 100 mil habitantes).
Em 2019, a faixa etária que apresentou a menor razão de sexos foi a de 50 a 59 anos, com 1,9 caso de HIV em homens para cada caso em mulheres. Em 2014 esse índice era de 3 casos em homens para cada caso em mulheres. Na população entre 15 e 19 anos, houve redução de casos de infecção por HIV em 21,6% em seis anos.
Por outro lado, a faixa que apresentou a maior razão de sexos foi a de 20 a 29 anos, com razão de 15,3 casos de HIV em homens para cada caso em mulheres.
Formas de prevenir a infecção e a doença
Há várias formas de prevenir a infecção pelo vírus HIV e de adquirir Aids. A rede pública disponibiliza gratuitamente, durante todo o ano, preservativos masculino e feminino e gel lubrificante, em todas as unidades básicas de saúde (UBS).
Outra forma de se prevenir do vírus é por meio da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) disponibilizada no Hospital Dia e no Hospital Universitário de Brasília. A PrEP é indicada para populações em situação de maior vulnerabilidade e que tenham práticas de maior risco para infecção pelo HIV.
Também está disponível em toda a rede a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). É uma forma de prevenção da infecção pelo HIV com o uso de medicamentos que fazem parte do coquetel utilizado no tratamento da Aids para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus recentemente, por meio da exposição ocupacional, no caso de profissionais de saúde, por exemplo, ou pela exposição sexual ocorrida em casos de sexo sem camisinha ou de violência sexual.
Na prevenção da transmissão vertical, existe a profilaxia durante o parto, quando necessário e, de acordo com a carga viral da gestante, realiza-se a profilaxia no bebê. Toda puérpera, após o nascimento do filho, recebe o leite especial para os bebês durante o primeiro ano de vida. É importante destacar que essas mães não podem amamentar.
Diagnóstico e tratamento
As UBSs e o Núcleo de Testagem e Aconselhamento (NTA), da Rodoviária do Plano Piloto, oferecem os testes, sendo na maioria rápidos, para detectar o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Qualquer cidadão que tenha feito relação sexual desprotegida pode procurar uma unidade para fazer o teste e receber orientações quanto à prevenção e tratamento.
Os casos positivos receberão direcionamento para tratamento específico em um Serviço de Atendimento Especializado (SAE) em HIV/Aids. Nos SAEs são feitos outros exames complementares para averiguar a situação de saúde e o estágio da infecção para estabelecer o tratamento adequado com os antirretrovirais e outros medicamentos indicados, quando necessário.
Ao todo, são oito unidades públicas de saúde especializadas: Hospital Dia (508 Sul), ambulatórios dos hospitais regionais de Sobradinho, Ceilândia e Universitário de Brasília e nas policlínicas de Taguatinga, Lago Sul, Planaltina e Gama. (Com informações da Agência Saúde DF)




