Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Carnaval 2026Na Mira

Treta entre deputado e PM's teve início com apreensão de um baseado.

Segundo informações divulgadas, o que foi apreendido pelos militares foi apenas um baseado pronto para consumo e 0,5 grama de maconha

16/02/2026 21:19, atualizado 16/02/2026 21:28
Material cedido ao Metrópoles
Droga apreendida Bloco Rebu

A confusão envolvendo o deputado distrital Fábio Félix (PSol) e policiais da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) começou após uma abordagem a supostos traficantes durante um bloquinho de Carnaval, na tarde desta segunda-feira (16/2). No entanto, segundo informações divulgadas, o que foi apreendido pelos militares foi apenas um baseado pronto para consumo e uma porção com cerca de 0,5 grama de maconha — quantidade que daria para enrolar mais um pequeno cigarro artesanal.

O tumulto começou momentos antes com a prisão da coordenadora do Bloco Rebu, Dayse Hansa. Segundo a PM, ela tentou impedir a ação policial durante a prisão de suspeitos de tráfico que foram identificados no Bloco. Na sequência, o deputado tentou questionar a prisão da mulher e recebeu um jato de spray de pimenta no rosto. Tudo ocorreu na tarde desta segunda-feira (16/2) durante o Carnaval do DF

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O episódio ocorreu em meio à folia e foi registrado por diversas testemunhas que presenciaram a cena. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o parlamentar recebe jatos de spray de pimenta no rosto disparados por um policial militar.

“Esse [policial] agiu na covardia com o deputado. Jogou spray de pimenta na cara do deputado sem mais nem menos. Estávamos conversando”, afirmou uma testemunha que gravou parte da confusão.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Voz de prisão

Em uma segunda gravação, é possível ver o deputado questionando quem estaria no comando da operação policial, enquanto outro militar ordena que ele se afaste.

“Quem está no comando?”, pergunta Fábio.
“Não toque no policial”, responde o militar.
“Não estou tocando em ninguém”, retruca o distrital.

Em seguida, o parlamentar se identifica como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal e anuncia que dará voz de prisão ao policial responsável pelo disparo do spray.

“Vamos até a 5ª Delegacia de Polícia agora e o senhor será preso por desacato à autoridade”, declarou o deputado.

O policial que afirmou estar no comando da tropa reagiu de forma ríspida. “Dane-se. Se afaste. Dê voz de prisão. Faça o que quiser”, respondeu.

Clima tenso e mais confusão

Fábio Félix afirmou que estava no local para dialogar sobre a abordagem. “Eu acabei de levar um spray de pimenta da pior forma possível, de maneira desrespeitosa, agressiva e violenta de um policial que está aqui sob o seu comando. Vamos denunciar o caso à coronel Ana Paula”, disse.

O policial respondeu que o deputado estaria à vontade para fazer a denúncia e voltou a pedir que ele não tocasse nos militares — apesar de testemunhas gritarem que ninguém havia encostado nos agentes.

Em determinado momento, um terceiro policial entrou na frente das pessoas que filmavam, mandou que se afastassem e se posicionou entre as testemunhas e os envolvidos, o que aumentou ainda mais a tensão no local.

O caso deve ser apurado pelas autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias da abordagem, o uso do spray de pimenta e a conduta dos envolvidos.