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Traficante da Feira do Rolo postava crianças fazendo sinal de tráfico
O suspeito ainda cobriu os olhos das crianças com a imagem da bandeira contendo a Estrela de Davi, símbolo do Terceiro Comando Puro (TCP)
atualizado
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A investigação que terminou com a prisão do homem conhecido nas redes sociais como “Predestinado”, começou bem antes das provocações no Instagram. O que primeiro chamou a atenção da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) foi uma fotografia publicada pelo próprio suspeito: ele aparece ao lado de duas crianças, ambas fazendo com as mãos o chamado “sinal de 33”, sinal que faz menção ao número associado ao artigo do Código Penal que trata do tráfico de drogas.
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Como se não bastasse a simbologia, o investigado ainda cobriu os olhos das crianças com a imagem de uma bandeira contendo a Estrela de Davi, símbolo que, segundo a polícia, é utilizado pelo traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, apontado como chefe do Terceiro Comando Puro (TCP), facção criminosa com atuação no Rio de Janeiro e presença no chamado Complexo de Israel.
Para os investigadores, a postagem não foi interpretada como mero exibicionismo digital. A análise preliminar indicou possível apologia ao tráfico e tentativa de ostentação de vínculo simbólico com organização criminosa. A exposição de menores em contexto associado ao crime agravou ainda mais a situação.
Do post à prisão
A apuração do caso ficou sob responsabilidade da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), que já vinha monitorando a atuação de um grupo suspeito de transformar a Feira do Rolo, em Samambaia Norte, em ponto estruturado de comercialização de entorpecentes.
Dias depois da postagem, veio a primeira fase da Operação Ílion. Mesmo com a mobilização policial, o “Predestinado” resolveu apostar na ironia virtual, sugerindo que o grupo seguiria atuando normalmente.
Encontro Marcado
Neste domingo (15/2), a segunda fase da ofensiva, batizada de “Encontro Marcado”, confirmou que a investigação iniciada por causa de uma fotografia não tinha nada de figurativa. Mandados foram cumpridos e o autor da postagem acabou preso.
Se nas redes sociais o investigado apostava em símbolos, provocações e números, fora delas a conta incluiu monitoramento, coleta de provas e cumprimento de ordens judiciais.
No fim, o que começou com um clique terminou com algemas e com a certeza de que, na internet, nem toda postagem é apenas “conteúdo”.












