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Terceirizado do Banco do Brasil envolvido no “golpe da falsa herança” é demitido
Esquema enganava fiéis de igrejas evangélicas com promessas de doações milionárias e já fez mais de 160 vítimas no DF
atualizado
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Um funcionário terceirizado do Banco do Brasil foi demitido após ser citado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) no âmbito da Operação Heres Ficta, que investiga o chamado “golpe da falsa herança”, Ao todo, 160 pessoas foram vítimas do bando no Distrito Federal.
Segundo a PCDF, o homem teria permitido que Otaciane Teixeira Coelho, 31 anos, utilizasse uma sala localizada no prédio sede do banco para atendimentos pontuais a supostos clientes. A mulher é a principal suspeita do crime. O espaço, de acordo com os investigadores, era usado pelo grupo para aumentar a credibilidade da fraude e convencer as vítimas de que se tratava de uma operação legítima.
A investigação também aponta a participação de uma advogada, presa na mesma operação. Ela teria atuado para conferir aparência de legalidade ao esquema, reforçando a narrativa da principal suspeita de que existiria uma herança milionária bloqueada judicialmente. Dessa forma, ajudava a sustentar a história usada para enganar as vítimas.
No centro do golpe, Otaciane se apresentava como herdeira de uma suposta fortuna de R$ 40 milhões. Ela abordava principalmente fiéis de igrejas evangélicas e prometia doações milionárias mediante o pagamento antecipado de taxas e tributos inexistentes, prática que, segundo a PCDF, nunca tinha qualquer respaldo real.
Segundo a Polícia Civil, o esquema também envolvia o uso de empresas de fachada e contas bancárias de terceiros para movimentar e ocultar o dinheiro, caracterizando práticas de lavagem de capitais.
Ao todo, cinco pessoas foram presas durante a operação. Eles vão responder por organização criminosa, estelionato, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.
Durante o cumprimento de mandados, os agentes apreenderam documentos, dispositivos eletrônicos e bens de alto valor, incluindo itens de grife e uma BMW modelo X4, avaliada em cerca de R$ 400 mil.
O que diz o Banco do Brasil
Por meio de nota, o Banco do Brasil disse que houve o afastamento do funcionário terceirizado citado na investigação, e reforçou que ele não é empregado do quadro próprio da instituição. “Colaboramos permanentemente com as autoridades, dentro das atribuições institucionais”, concluiu a nota.
