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Na Mira

Sócios de Virginia: polícia investiga elo financeiro com viúva da cúpula do PCC

Samara Martins e Thiago Stabile prestam depoimento nesta sexta, na Deic de Santos; inquérito apura elo financeiro entre a marca e o PC

31/07/2026 02:21, atualizado 31/07/2026 09:36
Reprodução
três pessoas em Dubai

Estão previstos para prestar depoimento nesta sexta-feira (31/7), na Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos, em São Paulo, os empresários Samara Martins e Thiago Stabile. Eles são sócios da influenciadora digital Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan na marca de cosméticos Wepink. A informação foi apurada com exclusividade pela coluna Na Mira.

Os empresários passaram a integrar formalmente investigação da Polícia Civil de São Paulo (PCSP) que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Segundo documentos constantes no inquérito policial, no dia 16 de julho a PCSP determinou diligências para localizar Samara e Thiago, ordenando que eles se apresentassem à Deic de Santos para prestar esclarecimentos sobre a suposta “empreitada criminosa”.

O foco central das apurações da Polícia Civil recai sobre Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida no meio criminal como a “Japa do PCC”. Ela é viúva de Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, apontado pelas autoridades como um dos membros de maior escalão do PCC na Baixada Santista, morto em 2018 durante acerto de contas interno da própria organização.

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Em nota, a assessoria de imprensa de Virginia afirmou que não comentará o caso.

“Cabelo Duro” e a “Sintonia Final”

A hipótese investigativa trabalhada pelos agentes da Deic indica que Karen utilizaria recursos originários do tráfico internacional e nacional de drogas para injetar capital em negócios do ramo da beleza, empreendimentos imobiliários e empresas de fachada, em tentativa de branqueamento de capitais.

Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, integrava o alto comando do PCC, ocupando posto na chamada Sintonia Final do grupo criminoso. O “setor” do PCC representa a cúpula decisória e o grau máximo de hierarquia dentro do Primeiro Comando da Capital.

Trata-se do conselho de lideranças responsável por tomar as decisões estratégicas da facção, ordenar execuções, gerenciar o tráfico internacional de armas e drogas e autorizar operações financeiras de grande porte. Integrar esse grupo significa ter contato e subordinação direta ao topo do comando da organização criminosa.