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Fotos mostram relação de sócios de Virginia com investigada do PCC

Entre 2015 e 2022, Karen Mori, a “Japa do PCC” e Samara Pink, sócia de Virginia, formaram uma sociedade responsável por várias lojas no país

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
Samara Pink, Karen Mori, a "Japa do PCC", e Thiago Strabile
1 de 1 Samara Pink, Karen Mori, a "Japa do PCC", e Thiago Strabile - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Além de parceiros de negócios, Samara Pink e Thiago Strabile, sócios de Virginia Fonseca, e Karen de Moura Tanaka Mori, a empresária conhecida como a “Japa do PCC”, tinham uma relação de intimidade. O Metrópoles teve acesso a fotos compartilhadas nas redes sociais na época em que o casal de fundadores da WePink trabalhou com a investigada por suposta ligação com a facção criminosa.

A parceria entre o trio, segundo narra a defesa da “Japa do PCC”, teria começado com Samara e Karen, que, em 2017, fundaram a Pink Lash. Com a ajuda de Thiago, que passou também a gerenciar o negócio em 2018, a franquia de extensão de cílios e venda de cosméticos foi um grande sucesso comercial.

A ligação entre elas foi revelada pela Agência Pública e confirmada pelo Metrópoles.

Segundo divulgado pelos sócios à época em que Karen ainda participava da sociedade, entre 2017 e 2022, a Pink Lash abriu cerca de 80 lojas em todo o país, pelo menos dez apenas em São Paulo, e alcançou um faturamento mensal estimado em R$ 50 mil.

Karen de Moura Tanaka Mori, a "Japa do PCC", e Samara Cahanovich Strabile, a Samara Pink, sócia de Virginia na WePink, e o marido, Thiago Strabile
Karen de Moura Tanaka Mori, a “Japa do PCC”, e Samara Cahanovich Strabile, a Samara Pink, sócia de Virginia na WePink, e o marido, Thiago Strabile

Prisão da “Japa do PCC”

  • Karen de Moura Tanaka Mori foi presa em 8 de fevereiro de 2024 na zona leste da capital paulista;
  • Segundo a investigação, ela teria assumido os negócios do marido e teria papel importante na lavagem de dinheiro do PCC;
  • Com ela, os policiais apreenderam mais de R$ 1 milhão e US$ 50 mil em espécie;
  • A polícia diz que a “Japa do PCC” atuava em Santos, Cubatão e Guarujá, no litoral, e na cidade de São Paulo;
  • Para lavar dinheiro da facção, ela usaria comércios na área de beleza, imóveis e uma empresa do irmão;
  • O pai dela também é suspeito de participar do esquema;
  • Desde abril de 2024, Karen Mori cumpre prisão domiciliar, com medidas cautelares como liberdade restrita e monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Veja as fotos:

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Samara Pink, Karen Mori, a "Japa do PCC", e Thiago Strabile
Samara Pink faz homenagem a Karen Mori, a "Japa do PCC", no perfil nas redes sociais
Samara Pink faz homenagem a Karen Mori, a "Japa do PCC", no perfil nas redes sociais
Samara Pink e Karen Mori, a "Japa do PCC"
Samara Pink, Karen Mori, a "Japa do PCC", e Thiago Strabile
Samara Pink publica foto com Karen Mori, a "Japa do PCC", no perfil nas redes sociais
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Samara Pink publica foto com Karen Mori, a "Japa do PCC", no perfil nas redes sociais

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Virginia levou sociedade ao fim

Karen Mori, a "Japa do PCC", Samara Pink e Virginia Fonseca
Karen Mori, a “Japa do PCC”, Samara Pink e Virginia Fonseca em evento da marca PinkLash

Reservada, Karen Mori era mais moderada ao compartilhar a imagem nas redes sociais, ao contrário da sócia. No entanto, publicações nas redes sociais da empresa mostram a “Japa do PCC” em eventos de inauguração de novas filiais e de divulgação da marca, ao lado de personalidades como Viih Tube, Gracyanne Barbosa, Belo e Virginia Fonseca.

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Karen Mori, a "Japa do PCC", e Samara Pink
Karen Mori, a "Japa do PCC", e Samara Pink
Karen Mori, a "Japa do PCC", em evento da marca PinkLash
Karen Mori, a "Japa do PCC", Samara Pink e Thiago Strabile em evento da marca PinkLash
Karen Mori, a "Japa do PCC", Samara Pink e Virginia Fonseca em evento da marca PinkLash
Karen Mori, a "Japa do PCC", Samara Pink, Belo e Gracyanne Barbosa em evento da marca PinkLash
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Karen Mori, a "Japa do PCC", Samara Pink, Belo e Gracyanne Barbosa em evento da marca PinkLash

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Karen Mori, a "Japa do PCC", Samara Pink e Thiago Strabile em evento da marca PinkLash

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Karen Mori, a "Japa do PCC", e Thiago Strabile em evento da marca PinkLash

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Entre 2018 e 2021, os empresários apareciam como sócios em pelo menos quatro empresas, que juntas formavam a estrutura responsável pela Pink Lash. Além das lojas, o grupo também investiu em uma empresa de insumos voltada ao mercado de beleza e cosméticos. Esses produtos eram posteriormente fabricados e vendidos nas franquias.


Segundo o advogado de Karen Mori, Telles Rodrigo Gonçalves, a “Japa do PCC” perdeu protagonismo dentro da marca após Samara se aproximar de Virginia Fonseca.

“A Karen estruturou e alavancou os negócios, mas depois a Samara quis tocar o negócio sozinha com o marido. E após ela conhecer a Virginia Fonseca, através da Pink Lash, ela decidiu montar a WePink”, afirma o advogado.

“Conheci a Virginia através da Pink Lash”, contou Samara Pink ao Metrópoles, à época. “Ela veio fazer os cílios comigo e então nos tornamos íntimas! Fui convidada para ser madrinha do seu casamento e a amizade foi se tornando mais forte. Depois, começamos a pensar em fazer negócios juntas, porque já tínhamos confiança uma na outra; eu, possuía o conhecimento na área e ela, a potência, e assim, acabamos juntando tudo”, afirmou.

Em 2021, Samara Pink, Thiago Strabile e Virginia Fonseca deram início à sociedade que em poucos anos assumiu grande destaque no ramo de cosméticos, suplementos e produtos de beleza: a WePink. Paralelamente ao período, Karen teria recebido uma proposta para vender a participação dela na Pink Lash.

O fim da sociedade teria se concretizado, de fato, a partir de 2022. À reportagem, a defesa não informou o valor negociado, estimado em milhares de reais, mas afirmou que o pagamento teria sido feito em dinheiro em espécie.


Metrópoles tentou contato com a assessoria de Samara Pink e representação jurídica das empresas Pink Lash e WePink, mas não teve retorno. O espaço segue em aberto.


Empresa de “Japa do PCC” teria lavado dinheiro para facção criminosa

Em outubro de 2018, Karen abriu a empresa KK Participações LTDA, voltada para administração de locação de aluguel, compra e venda de imóveis próprios e outras sociedades de participações. À época, a empresária informou o endereço de uma das filiais da Pink Lash, da qual constava como única sócia, como sede.

Dois anos depois, em setembro de 2020, Karen informou uma mudança da sede da empresa para outra filial da Pink Lash, administrada por Thiago. Neste endereço funcionaram, durante o período, pelo menos outros três CNPJs ligados ao grupo, conforme constam em dados públicos do governo de São Paulo.


Em 2023, o endereço da KK Participações mudou para um grande edifício comercial na capital paulista. O local é o mesmo informado como sede da VF Holding e Participações Ltda., empresa fundada em 2024 para administrar bens ligados a Virginia Fonseca.


Segundo documento do Ministério Público de São Paulo (MPSP) divulgado em fevereiro de 2024, após a prisão da empresária, a empresa era usada para administrar os “bens escondidos” de “Cabelo Duro”. Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, liderança da organização criminosa, e então marido de Karen, foi executado em 2018 em meio a uma “guerra civil” entre membros da facção.

“Houve o aumento patrimonial de Karen a partir de bens ‘escondidos’ de Cabelo Duro”, afirmou o MPSP. “Há informação de que Karen continua atuando e tem grande prestígio junto ao PCC, administrando os bens com ajuda de outros indivíduos que têm confiança nela para as operações”, detalhou o órgão.

Às autoridades paulistas, a “Japa” alegou que “nunca recebeu qualquer quantia” do marido, que teria morrido “sem deixar quaisquer bens e dinheiro”. Além disso, ela informou que as grandes movimentações de valores, R$ 35 milhões de 2018 a 2021, seriam provenientes das “inúmeras empresas” que administrou no período e que vendeu a terceiros após “torná-las bem-sucedidas”.


A defesa alega ainda que o dinheiro em espécie encontrado pelas autoridades paulistas – R$ 1.039.600 e cerca de US$ 50 mil (R$ 265 mil) – durante o cumprimento de mandado na casa de Karen, em fevereiro de 2024, seria parte proveniente da venda da participação na Pink Lash.


A investigada, sob medidas cautelares como tornozeleira eletrônica desde 2024, disse que não depositou o dinheiro no banco porque “temia que as autoridades a ligassem exatamente ao crime organizado e aos fatos ilícitos que a imprensa noticiava do seu marido”.

À Justiça paulista, o advogado da “Japa da PCC” apresentou um pedido nesta quarta-feira (5/3) pedindo o arquivamento do inquérito que investiga Karen Mori. Ele também apela em 2ª instância que as investigações, de assumido caráter meramente financeiro, deveriam ser assumidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

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