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Saiba quem é o fonoaudiólogo preso por estuprar criança autista no DF
Nas redes, suspeito mantinha uma fachada de normalidade, dividindo publicações entre a rotina da fonoaudiologia e a paixão por futebol
atualizado
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A coluna Na Mira confirmou a identidade do fonoaudiólogo preso nesta quarta-feira (11/3) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), acusado de estuprar uma criança autista de apenas 4 anos: trata-se de Thiago Oliveira Lima, de 34 anos. O profissional, que trabalhava em uma clínica especializada no atendimento de crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), é o principal investigado pelo crime de estupro de vulnerável.
Nas redes sociais, Thiago mantinha uma fachada de normalidade, dividindo suas publicações entre a rotina da fonoaudiologia e a paixão pelo futebol, chegando a destacar a trajetória como ex-atleta em um clube do Distrito Federal.
A operação, coordenada pela Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), foi deflagrada após uma denúncia detalhada feita pela mãe da vítima. Segundo o relato, a suspeita surgiu no mesmo dia do atendimento, quando a mãe encontrou um fio de cabelo na fralda da criança e estranhou as condições das vestimentas.
O crime e a prova pericial
A vítima, que possui condição de autismo não verbal, não pôde relatar o ocorrido, mas os exames periciais realizados pela PCDF trouxeram provas contundentes:
- Vestígios biológicos: a perícia constatou a presença de espermatozoides nas roupas utilizadas pela criança durante a sessão com o fonoaudiólogo;
- Confronto genético: diversos pontos contendo material genético foram coletados e serão submetidos a exames de DNA para confirmar a compatibilidade com o suspeito.
A prisão do autor foi efetivada na residência dele, local em que foram apreendidos computador, aparelho celular e materiais que permitam o confronto genético. Além da prisão preventiva, os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão na residência de Thiago Oliveira Lima e na clínica onde os atendimentos eram realizados.
O objetivo é analisar o conteúdo dos aparelhos eletrônicos apreendidos e buscar novas evidências que possam indicar se houve outras vítimas. O caso chocou a capital do país justamente pela vulnerabilidade da vítima e pela quebra de confiança em um ambiente terapêutico, que deveria garantir segurança e desenvolvimento às crianças com necessidades especiais.
