Fonoaudiólogo estuprador deixou fio de cabelo em fralda de criança autista
Em dezembro de 2025, durante um dos atendimentos, o profissional teria estuprado a criança de apenas quatro anos de idade
atualizado
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Um fio de cabelo encontrado na fralda de uma criança autista não verbal, de 4 anos, foi utilizado como prova de acusação contra um fonoaudiólogo, de 34 anos, investigado por estuprar o seu paciente. O homem foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta quarta-feira (11/3), e alvo de dois mandados de busca e apreensão na casa e na clínica do homem investigado pela prática de crime de estupro de vulnerável.
Veja vídeo da prisão:
Segundo as investigações, o homem trabalhava como fonoaudiólogo em uma clínica especializada no atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Em dezembro de 2025, durante um dos atendimentos, o profissional teria estuprado a criança de apenas quatro anos de idade. A PCDF informou que, a criança teria deixado o consultório “em crise” após ter uma sessão de atendimento com o profissional, o que gerou situação de alerta à mãe da criança.
“Em ato contínuo, ao se retirar da clínica, a genitora da menor, a qual continuava a chorar de forma intensa, realizou a troca de fraldas, constatando a presença de um fio de cabelo não compatível com o seu. Além disso, enquanto chorava, a criança tocava as próprias partes íntimas, como quem quisesse indicar algo”, disse a PCDF.
Na mesma data, a mãe da criança registrou ocorrência policial e apresentou o fio de cabelo encontrado na fralda e as vestimentas utilizadas pela criança durante o atendimento.
Foram realizados pela PCDF os exames periciais devidos, sendo constatada, nas roupas da criança, a presença de espermatozoide. Durante o exame pericial, constatou-se a presença de diversos pontos contendo material genético, o qual foi coletado e será submetido a novos exames, para confirmar a presença do sêmen do homem.
A prisão do autor foi efetivada na residência dele, local em que foram apreendidos computador, aparelho celular e materiais que permitam o confronto genético.
A identidade do homem não foi revelada pela PCDF.
