Na Mira

Saiba quem é a dupla procurada por “lavar medicamentos” contra câncer

O esquema foi revelado pela 10ª DP durante o cumprimento da operação Alto Custo. Ao todo, 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos

atualizado

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1 de 1 dupla-procurada - Foto: Reprodução / PCDF

Os principais líderes de um esquema milionário de lavagem de dinheiro envolvendo medicamentos de tratamento ao câncer foram identificados como Alécio Soares Silva e Danilo Gonçalves de Souza (imagem em destaque). Investigados por organização criminosa pela Operação Alto Custo da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ambos estão foragidos.

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Estão foragidos: Danilo Gonçalves...
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Os medicamentos foram apreendidos em operação da PCDF
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Informações sobre o paradeiro da dupla podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque-Denúncia da Polícia Civil, pelo número 197.

Movimentação de R$ 22 milhões

As investigações conduzidas pela 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) indicam que cerca de R$ 22 milhões foram movimentados, principalmente em Goiânia (GO). Cidades do Entorno do Distrito Federal, como Valparaíso de Goiás (GO) e Novo Gama (GO), também registraram transações ligadas ao esquema.

De acordo com a apuração, o líder da organização criminosa, responsável por coordenar furtos e roubos de medicamentos de altíssimo valor — especialmente os utilizados no tratamento de câncer — movimentou essa quantia em apenas um ano. O lucro era obtido por meio de um sistema estruturado de “lavagem de medicamentos”, no qual empresas de fachada emitiam notas fiscais frias para dar aparência de legalidade a produtos roubados.

Vídeo das apreensões: 


Mais detalhes: 

  • Entre os principais alvos estavam medicamentos oncológicos que podem ultrapassar R$ 80 mil por caixa, como Imbruvica, Venclexta e Tagrisso.
  • Devido ao alto valor de mercado e à grande demanda, esses remédios eram frequentemente desviados e reinseridos ilegalmente no comércio.
  • Durante a Operação Alto Custo foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e cinco prisões preventivas.
  • A ação policial teve apoio da Divisão de Operações Especiais (DOE), da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Integrantes do esquema

As investigações também revelaram um preocupante esquema interno: 13 funcionários de uma empresa farmacêutica participavam do desvio dos medicamentos diretamente de dentro da companhia, utilizando métodos para mascarar os furtos e evitar suspeitas. Todos foram indiciados, assim como os líderes do grupo, presos durante a operação.

Outro ponto alarmante identificado foi o armazenamento inadequado dos medicamentos após o roubo. Sem as condições corretas de refrigeração, essenciais para preservar sua eficácia, muitos desses produtos perdiam o efeito terapêutico, tornando-se, na prática, placebos — e, em alguns casos, podendo até representar riscos à saúde.

Segundo a polícia, os danos causados vão muito além do prejuízo financeiro. O desvio de medicamentos essenciais compromete diretamente o tratamento de pacientes que dependem dessas substâncias para sobreviver, ampliando significativamente a gravidade do crime.

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