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Quem são sargento do CBMDF e agente do Detran envolvidos em corrupção
Servidores foram algo da PCDF nesta quinta-feira (6/11) durante cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Wrong Way
atualizado
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Os dois servidores alvos da Operação Wrong Way, deflagrada por policiais civis da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), foram identificados como Aldo Henrique Gomes Costa, de 36 anos, segundo-sargento do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), e Bruno Cesar Fernandes da Silva, de 31 anos, agente do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF).
Eles são sócios (fotos em destaque) e empresários da loja Eurocar Comércio de Veículos, localizada na Cidade do Automóvel, onde a polícia realizou cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (6/11).
O sargento Aldo Henrique Gomes Costa tem salário de R$ 12.388,31 no CBMDF e o agente Bruno Cesar Fernandes da Silva recebe R$ 16.313,06 por mês no Detran.
Os investigados negam envolvimento em qualquer esquema fraudulento. (Confira nota abaixo)
Imagens:
Mais detalhes da Operação Wrong Way:
- A fraude ocorria mediante pagamento clandestino de valores por empresários interessados em acelerar processos de transferência.
- As apurações revelaram que o esquema era alimentado por lojas de veículos e despachantes informais.
- Os investigados ofereciam aos clientes carros já transferidos, sem exigência de comparecimento ao Detran.
- A PCDF também identificou movimentações bancárias incompatíveis com a renda dos envolvidos.
- Em alguns casos, os valores circulados nas contas superavam em até 10 vezes os salários dos servidores.
Além disso, há indícios de lavagem de dinheiro, com uso de contas bancárias de familiares para ocultar a origem dos recursos ilícitos. A Operação Wrong Way segue em andamento e novas diligências ainda poderão ocorrer para identificar a extensão exata da atuação da dupla e de possíveis outros envolvidos no esquema de transferências ilegais de veículos no Distrito Federal.
Empresários envolvidos:
- Em um ano, a PCDF identificou centenas de transferências fraudulentas realizadas para 36 empresários
- Esses empresários estão ligados a pelo menos 15 empresas de compra e venda de carros.
- Muitos dos estabelecimentos atuavam como despachantes informais.
- Eles ofereciam aos clientes veículos já transferidos sem necessidade de visita ao Detran.
Documentos, computadores e celulares apreendidos serão submetidos a perícia técnica. Os levantamentos também revelaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda dos investigados. Em alguns casos, valores movimentados chegavam a dez vezes o salário mensal dos servidores.
Fotos da operação:
Posicionamentos
O Detran informou que os servidores identificados na operação serão afastados de suas funções e responderão a processo administrativo disciplinar (PAD), instaurado pela corregedoria do departamento. O órgão reforçou que mantém o sigilo necessário para assegurar a integridade e o regular andamento do inquérito.
Já o CBMDF afirmou que a corregedoria da corporação acompanhou o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e está colaborando com as investigações. Paralelamente, serão adotadas as medidas administrativas cabíveis para apurar a conduta do militar e que eventuais irregularidades serão apuradas com o devido rigor.
Resposta dos investigados
Em nota, a defesa dos servidores investigados informou, na tarde desta quinta-feira (6/11), que o inquérito apura a conduta de 45 pessoas e os nomes do Segundo-Sargento Aldo Henrique e o do agente Bruno Cesar constam na lista apenas por serem os proprietários da loja e não são operadores de nenhum esquema.
“É fundamental esclarecer que o inquérito policial apura a conduta de um universo de 45 investigados, sendo o Segundo-Sargento Aldo Henrique e o Agente Bruno
Cesar apenas dois deles pelo simples fato de serem proprietários da loja, e jamais foram colocados como operadores ou investigados. A ênfase desproporcional dada a seus nomes sugere uma tentativa de pré-julgamento e de desvio do foco da totalidade dos fatos. Registra-se que consta um servidor do Detran que vem sendo investigado que não se relaciona aos aqui qualificados. Ressaltamos que o processo em questão tramita sob Segredo de Justiça, conforme determinação judicial, o que impõe a todas as partes o dever de sigilo e cautela na divulgação de informações”, diz a nota.



























