Na Mira

Presos fingem ser do PCC e ameaçam matar homens após sedução no Tinder

Criminosos entram em contato afirmando que a mulher era casada com um faccionado e que, por causa do flerte, a vítima estaria “decretada”

atualizado

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1 de 1 WhatsApp Image 2025-08-06 at 21.45.26 - Foto: Arte/Metrópoles

Sob o temor que provoca o nome da maior facção criminosa do país, presidiários espalhados pelo país fingiam ser do Primeiro Comando da Capital (PCC) para extorquir dinheiro de homens do Distrito Federal.

Nas primeiras horas desta quinta-feira (7/8), a 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) deflagrou operação para desarticular uma associação criminosa que pratica extorsões em série usando perfis falsos em aplicativos como Tinder, Badoo e Happn.

De acordo com as investigações, o golpe começa com a utilização de perfis femininos falsos. Após conquistar a confiança da vítima e conseguir o número de WhatsApp do homem, o perfil é apagado.

Em seguida, os criminosos entram em contato afirmando que a mulher era casada com um integrante do PCC e que, por causa do envolvimento amoroso, a vítima estaria com a morte decretada por um “tribunal do crime”.

O modus Operandi

  • Criação de perfis falsos femininos: os criminosos se fazem passar por mulheres em redes sociais ou apps de relacionamento.
  • Conquista e coleta de material sensível: após estabelecer confiança, solicitam conteúdos íntimos das vítimas.
  • Extorsão com ameaça de exposição ou violência: exigem pagamentos via Pix para não divulgar o material ou por alegadas repressões da facção criminosa.
  • Repercussão emocional e financeira: várias vítimas relatam prejuízos elevados e trauma psicológico significativo.

Vítimas do Sudoeste

Com uso de dados pessoais, fotos, nomes de familiares e ameaças graves, eles exigem transferências via Pix para cancelar a “ordem de execução”. A investigação começou em fevereiro, com cinco vítimas localizadas no Sudoeste, e já contabiliza mais de 30 ocorrências no DF, com um prejuízo já confirmado de R$ 38 mil.Há registros de vítimas em diferentes regiões do Brasil.

Foram expedidos 14 mandados de busca e 10 de prisão temporária. Ao menos 12 pessoas foram identificadas, três delas já estão presas em unidades do sistema penitenciário de Pernambuco, de onde partiam as ameaças.

Cada crime de extorsão pode resultar em até 10 anos de prisão. Como os golpes atingiram várias vítimas, os criminosos poderão responder por diversos crimes em concurso, com penas somadas.

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