Na Mira

Bonde dos galãs extorquia gays em encontros sexuais marcados no Grindr

Entre novembro de 2024 e junho de 2025, ao menos 36 vítimas registraram ocorrências, mas a PCDF acredita que o número seja ainda maior

atualizado

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Imagem colorida de um celular, com o ícone do app Grindr no plano de fundo
1 de 1 Imagem colorida de um celular, com o ícone do app Grindr no plano de fundo - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desencadeou operação nas primeiras horas desta terça-feira (17/6) para desarticular associação criminosa que usava aplicativos de relacionamento com o objetivo de roubar e cometer extorsão.

Os bandidos, conhecidos como “Bonde dos galãs”, usavam apps, como o Grindr, para atrair, roubar e extorquir membros da comunidade LGBTQIAPN+.

A ação cumpre 20 mandados de busca e apreensão e oito de prisão temporária, revelando um esquema sofisticado de emboscadas e coação.

A investigação da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia) expôs a estratégia dos criminosos, que criavam perfis falsos nos aplicativos para atrair vítimas de diferentes regiões do Distrito Federal e Entorno, incluindo Lago Sul, Cruzeiro, Guará, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia, Recanto das Emas e Santa Maria.

Após estabelecerem contato, os encontros eram marcados em locais isolados e com pouca iluminação, principalmente nas quadras 423 e 425 de Samambaia, onde ocorriam as abordagens.

No momento do encontro, as vítimas eram surpreendidas por dois ou três criminosos armados, que as levavam para áreas afastadas. Sob grave ameaça, violência física com socos e coronhadas e intimidação psicológica, eram forçadas a entregar seus pertences e realizar transferências bancárias.

Em alguns casos, quando os criminosos identificavam que as vítimas possuíam saldo significativo em sua conta bancária, elas eram mantidas rendidas durante toda a madrugada até o amanhecer, prática que tinha o objetivo de contornar os limites de transferência noturnos e assegurar a retirada do restante do dinheiro disponível na conta.

Vítimas ameaçadas

Em pelo menos duas ocasiões, veículos roubados foram utilizados na prática de outros crimes antes de serem abandonados. Além dos prejuízos materiais, as vítimas relataram ameaças para evitar que denunciassem os crimes às autoridades.

Entre novembro de 2024 e junho de 2025, ao menos 36 vítimas registraram ocorrências, mas a Polícia Civil acredita que o número seja ainda maior, pois muitos podem não ter procurado a PCDF por medo ou constrangimento.

Durante a investigação, diversos suspeitos foram identificados, cada um com funções bem definidas dentro do grupo criminoso. Enquanto alguns eram responsáveis por atrair as vítimas, outros executavam os assaltos, e havia ainda aqueles que recebiam os valores e objetos roubados.

Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, extorsão qualificada e roubo agravado, ambos caracterizados pelo uso de arma de fogo e pela restrição de liberdade das vítimas.

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