Predador virtual que fez 28 vítimas no DF subjugava mulheres: "Preta feia"
Homem que usava site de relacionamento xingou uma das vítimas de “preta feia”. Ele prometia assassinatos e monitorava rede social do alvo

“Preta feia”, “vou te matar, estou a caminho” e “prepara o caixão”: com mensagens diárias, recheadas de ofensas racistas e ameaças diretas de morte, um criminoso transformou a rotina de mulheres no Distrito Federal em um verdadeiro pesadelo virtual e psicológico. O suspeito foi preso nesta segunda-feira (19/10) após operação deflagrada pela pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte).
As declarações, enviadas insistentemente pelo WhatsApp a partir de múltiplos números de telefone, eram o principal instrumento do agressor para coagir as vítimas a realizarem transferências financeiras via Pix.

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Ver todasA escalada do terror não se restringia às mulheres abordadas. Para demonstrar controle e aumentar a pressão psicológica, o homem monitorava as redes sociais das vítimas, deixando claro que sabia exatamente por onde elas e seus familiares circulavam.
Veja mensagens ameaçadoras:
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Quando as quantias exigidas, como pagamentos de R$ 500, eram negadas, as intimidações se estendiam até mesmo às mães das vítimas, prometendo violência física extrema caso o dinheiro não fosse depositado.
A escalada criminosa foi interrompida após uma das vítimas procurar a polícia no dia 25 de julho para registrar a ocorrência. O drama teve início após um contato inicial em um aplicativo de relacionamento, migrando em seguida para o aplicativo de mensagens. Quando a mulher optou por encerrar a comunicação, o suspeito deu início à série de chantagens e ofensas.
Em operação deflagrada pela 2ª DP cumpriu o mandado de prisão preventiva contra o investigado. Os agentes constataram que o acusado já acumulava 28 procedimentos policiais por condutas semelhantes na capital federal e continuava cometendo os novos delitos enquanto cumpria liberdade provisória.
O caso segue sob responsabilidade da 2ª DP, que consolidou o conjunto probatório das chantagens, injúrias raciais e ameaças de morte para garantir a manutenção da prisão do investigado.







