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Polícia combate fraude que criou mandados de prisão para Lula e Moraes. Veja vídeo

CNJ foi alvo de uma tentativa de fraude com emissão de mandados falsos de prisão contra o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes

atualizado

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Igo Estrela / Metrópoles
Lula e Alexandre de Moraes
1 de 1 Lula e Alexandre de Moraes - Foto: Igo Estrela / Metrópoles

Policiais civis da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), da Polícia Civil de Goiás, em ação integrada com o Núcleo de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), deflagraram, na manhã desta quinta-feira (5/2), uma operação para combater fraudes cibernéticas interestaduais que atingiram sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Poder Judiciário goiano.

Vídeo da Operação Lex Data: 

Os mandados estão sendo cumpridos em Goiás, no Distrito Federal, em Minas Gerais e em Santa Catarina, com o apoio das Polícias Civis dessas regiões. No total, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.

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Operação PCGO investiga fraude de sistema do CNJ e TJGO que emitiu mandados falsos de prisão para Lula e Moraes
Operação PCGO investiga fraude de sistema do CNJ e TJGO que emitiu mandados falsos de prisão para Lula e Moraes
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Operação PCGO investiga fraude de sistema do CNJ e TJGO que emitiu mandados falsos de prisão para Lula e Moraes

Reprodução / PCGO
Operação PCGO investiga fraude de sistema do CNJ e TJGO que emitiu mandados falsos de prisão para Lula e Moraes
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Operação PCGO investiga fraude de sistema do CNJ e TJGO que emitiu mandados falsos de prisão para Lula e Moraes

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Entre os nomes utilizados de forma indevida, estavam o do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o do ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

As investigações apuram a inserção de mandados de prisão falsos no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e em processos digitais do Projudi/TJGO, incluindo documentos fraudulentos que simulavam decisões judiciais.

Ataque hacker

O ataque hacker ocorreu em janeiro, quando o CNJ foi alvo de uma tentativa de fraude com o objetivo de emitir mandados de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A instituição identificou alterações irregulares no BNMP, que envolveram a troca e substituição de dados de um mandado judicial por informações vinculadas às autoridades. Houve, inclusive, a substituição dos CPFs de Lula e Moraes, embora os criminosos não tenham conseguido concluir a emissão dos mandados falsos de prisão.

Uso indevido de credenciais

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/Decor), que participa da operação, os envolvidos utilizaram indevidamente credenciais de servidores públicos, o que possibilitou a realização irregular de consultas, o cumprimento ilícito de mandados de prisão no sistema judicial e a tentativa de emissão forjada de mandados contra terceiros — fatos de extrema gravidade.

A corporação reforçou o uso indevido de credenciais, e não da invasão do sistema.

Levantamentos técnicos indicaram que terceiros, de forma criminosa, passaram a utilizar senhas funcionais de servidores públicos para manipular informações sensíveis, comprometendo a legalidade dos atos processuais e a regularidade do funcionamento do Sistema de Justiça.

Adolescente identificado como principal envolvido na fraude

O principal envolvido no esquema fraudulento já havia sido identificado pela DRCC em julho de 2025 como um adolescente residente no Distrito Federal. As investigações continuam, e novas informações poderão ser divulgadas oportunamente, respeitando o sigilo necessário à elucidação dos fatos.

A coluna Na Mira entrou em contato com o CNJ, o STF e a Presidência da República. O espaço segue aberto para posicionamentos.

Posicionamento

Em nota, o TJGO informou que, após ter conhecimento da subtração e do uso indevido de credenciais digitais de duas servidoras do Judiciário, a Presidência e a Corregedoria-Geral da Justiça determinaram a instauração de investigação preliminar no âmbito do próprio Tribunal.

A apuração foi conduzida pela Divisão de Inteligência Institucional do TJGO, que identificou indícios de acessos desautorizados, criação de processos fictícios e inserção de dados falsos em sistemas judiciais.

As informações técnicas apuradas foram formalizadas em relatório e imediatamente compartilhadas com as autoridades policiais, o que deu início às investigações criminais e possibilitou o avanço das diligências. O TJGO também atuou de forma integrada com o Conselho Nacional de Justiça e com unidades de inteligência de outros tribunais, além de manter cooperação permanente com as forças de segurança envolvidas.

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