PF faz operação contra hackers que tiraram ConecteSUS do ar
São cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos estados da Paraíba, de Minas Gerais, do Paraná e de Santa Catarina

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (16/8), a Operação Dark Cloud. O objetivo é colher elementos para inquérito policial que apura crimes relacionados aos ataques cibernéticos contra diversos órgãos do Executivo federal, entre eles o Ministério da Saúde, no final de 2021.
Durante a investigação, descobriu-se que tais ataques foram feitos por uma organização criminosa com ramificação internacional voltada à prática de crimes dessa natureza. Os alvos do bando são entidades públicas e privadas no Brasil, Estados Unidos, Portugal e Colômbia.

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Ver todasA PF cumpre oito mandados de busca e apreensão nos estados da Paraíba, de Minas Gerais, do Paraná e de Santa Catarina. As ordens judiciais foram expedidas pela 12ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal, a pedido da Polícia Federal.
O inquérito policial foi instaurado no dia 10 de dezembro de 2021, quando a Polícia Federal tomou conhecimento de que o ambiente em nuvem do Ministério da Saúde havia sido atacado. Na ocasião, os invasores deletaram arquivos e dados da pasta. O ataque comprometeu, inclusive, o site conectesus.saude.gov.br, responsável pelo Certificado Nacional de Vacinação.
Além disso, o grupo acessou indevidamente o ambiente virtual dos seguintes órgãos: Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério da Economia, Instituto Federal do Paraná, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, Escola Nacional de Administração Pública, Agência Nacional de Transporte Terrestre, Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Agência Nacional de Energia Elétrica e da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOs crimes investigados são os de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, radiotelegráfico ou telefônico, impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento, além do crime de corrupção de menores, com previsão no Estatuto da Criança e do Adolescente, e lavagem de capitais.









