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PF e PCDF desarticulam esquema que usava “laranjas” em fraude bancária

Os investigadores cumprem 43 mandados de busca e apreensão em 13 estados e no Distrito Federal

atualizado 02/08/2022 8:38

PCDF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (2/8), com apoio e participação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e de São Paulo (PCSP), a Operação Não Seja Um Laranja. O objetivo é a desarticulação de esquemas criminosos organizados voltados para a prática de fraudes em contas eletrônicas mantidas em diversas instituições bancárias do país.

Os investigadores cumprem 43 mandados de busca e apreensão em 13 estados e no Distrito Federal. O montante de fraudes bancárias eletrônicas investigadas totaliza R$ 18.158.221,90.

 

No DF, quatro equipes da PCDF, compostas por 28 policiais civis, e quatro agentes federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão nas regiões de Vicente Pires, Jardins Mangueiral, Gama e Recanto das Emas.

Os mandados foram cumpridos nas casas de investigados que participaram de fraudes bancárias realizadas em nível nacional, emprestando suas contas para o recebimento de quantia aproximada de R$ 300 mil.

A investigação aponta que o dinheiro foi subtraído de contas bancárias pertencentes a pessoas físicas que moram de Minas Gerais e no Recife. Durante as buscas, os policiais apreenderam diversos cartões bancários, documentos, aparelhos celulares e computadores.

A operação no DF foi coordenada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), contando com policias da Corf, Cord e Corpatri.

Operação

A ação é resultado de mais uma iniciativa da força-tarefa Tentáculos, instituída pela Polícia Federal para a repressão a fraudes bancárias eletrônicas, a qual envolve esforço cooperativo e integração com as polícias civis e as instituições bancárias, por meio da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Nos últimos anos, a Polícia Federal detectou aumento considerável da participação consciente de pessoas físicas em esquemas criminosos, para os quais “emprestam” suas contas bancárias, mediante pagamento. Este “lucro fácil”, com a cessão das contas para receber transações fraudulentas, possibilita a ocorrência de fraudes bancárias eletrônicas diversos cidadãos. Essas pessoas são conhecidas como “laranjas”.

A Polícia Federal alerta a sociedade que emprestar contas bancárias para receber créditos fraudulentos é crime, além de provocar dano financeiro e emocional a milhares de brasileiros.

Os delitos apurados pelo esquema são associação criminosa, furto qualificado mediante fraude, uso de documento falso e falsidade ideológica, cujas penas podem somar mais de 20 anos de prisão.

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