Na Mira

“Perdi tudo”, diz vítima de ex-gerente da Cacau Show suspeita de golpe

Um casal de franqueados que perdeu ao menos R$ 136 mil denunciou a mulher, que é investigada pela Polícia Civil do DF

atualizado

metropoles.com

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Reprodução / Instagram @cacaushow
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1 de 1 Cacau-show - Foto: Reprodução / Instagram @cacaushow

O sonho do próprio negócio se transformou em crise financeira para franqueados da Cacau Show de Samambaia. Após investir todas as economias na abertura de uma loja franqueada da marca de chocolates, empresários afirmam ter caído em esquema de desvios atribuído a uma ex-gerente da rede, Lilmara Neto Oliveira. Ela era responsável pelo gerenciamento administrativo e financeiro, atuando no fluxo de caixa e nos pagamentos. Atualmente, as vítimas estão sem faturamento, com o nome protestado em cartório, endividados com aluguel, funcionários e banco, e sem perspectiva clara de quando terão solução.

A coluna Na Mira apurou que um casal, franqueado desde 2022, realizou, em janeiro de 2025, transferência de R$ 136 mil para quitar débitos da loja, seguindo a orientação da gerente que a própria Cacau Show designou para atendê-los. Meses depois, os franqueados descobriram que o valor não havia sido destinado à franqueadora.

Em nota, a Cacau Show informou que identificou as irregularidades, desligou a colaboradora por justa causa, acionou as autoridades e encaminhou à Polícia Civil as informações reunidas durante a investigação interna. (Veja nota na íntegra ao final da matéria)

Como o valor teria sido desviado, as vítimas afirmam que continuaram recebendo cobranças e que a loja teve o fornecimento de produtos interrompido. Além disso, deixou de receber mercadorias para campanhas sazonais e acabou encerrando as atividades.

“Sem produtos não tem como funcionar. Por três meses seguidos, nosso faturamento foi zero. Em dezembro de 2025, recebemos o comunicado encerrando nossa operação”, lamentou o casal.

Os franqueados contam que investiram tudo o que tinham no negócio. “Hoje estamos sem renda, com dívidas e sem perspectiva clara de quando teremos uma solução”, relataram.

A defesa do casal afirma que a própria empresa reconheceu, por escrito, que os franqueados foram vítimas de um golpe praticado por uma ex-consultora e orientou o registro de boletim de ocorrência. Conforme relato da família, até o momento a situação não foi resolvida.

Enquanto aguardam solução definitiva, os empresários resumem o sentimento deixado pelo caso: “Não queremos destruir ninguém. Queremos apenas justiça”.

Investigação

O esquema de estelionato e fraude corporativa resultou em prejuízo superior a R$ 240 mil para empresários locais. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 32ª Delegacia de Polícia de Samambaia, apura o caso. No centro das investigações está uma ex-funcionária que exercia o cargo de gerente de negócios da rede Cacau Show na região e que, segundo a apuração, utilizou a posição para desviar recursos e fraudar operações de franqueados do Distrito Federal e do Entorno.

  • A investigação ganhou força após proprietária de uma franquia da Cacau Show em Samambaia denunciar que teria perdido mais de R$ 190 mil em transferências realizadas sob orientação direta da então consultora;
  • As investigações apontaram que a golpe começou a desmoronar no fim de outubro de 2025, quando a diretoria regional comunicou o desligamento da funcionária;
  • À coluna a assessoria da Cacau Show disse que a colaboradora envolvida foi desligada por justa causa, após investigação interna.
  • A então funcionária teria começado a aplicar os golpes no início de 2024, mas acabou demitida em outubro do ano passado.

O que diz a Cacau Show

Em nota à coluna Na Mira, a Cacau Show disse que acionou a polícia e demitiu a funcionária assim que detectou o caso.

“A empresa acionou as autoridades competentes, formalizou a denúncia e encaminhou à Polícia Civil todas as evidências reunidas durante o processo de investigação interna. A empresa também orientou os franqueados afetados a registrarem boletim de ocorrência, orientou a rede de forma ampla para evitar qualquer caso futuro e ressarciu os valores desviados dos franqueados identificados. O caso segue sob investigação policial, e a empresa permanece totalmente à disposição das autoridades para colaborar com a apuração dos fatos.”

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