Na Mira

Pedro Turra gargalhava ao jogar vítima de lancha no Lago Paranoá

Sem escada disponível na embarcação para retornar com segurança, a jovem pediu ajuda ao ex-piloto, que apenas ria e humilhava a vítima

atualizado

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Material obtido pelo Metrópoles
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1 de 1 pedro-turra-cabeca-raspada - Foto: Material obtido pelo Metrópoles

O nome de Pedro Arthur Turra Basso, ex-piloto da Fórmula Delta, voltou ao centro de graves denúncias após o relato de uma jovem que afirma ter sido empurrada de uma lancha e humilhada pelo rapaz em 1º de setembro do ano passado. O episódio teria ocorrido nas águas do Lago Paranoá, enquanto ela estava acompanhada de Turra, da esposa dele e de outros três amigos.

Segundo o depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a jovem estava dentro da lancha, admirando a paisagem, quando foi surpreendida por um forte empurrão pelas costas. O autor, conforme o relato, teria sido Pedro Turra. A queda inesperada fez com que a adolescente engolisse grande quantidade de água.

Sem escada disponível na embarcação para retornar com segurança, a jovem pediu ajuda ao ex-piloto, mas, de acordo com o depoimento, ele apenas ria e se recusava a prestar socorro. Desesperada, ela precisou nadar até o deck de um clube próximo para conseguir sair da água, sofrendo arranhões nas pernas ao subir.

Arma de choque e vodca forçada

A vítima relatou ter ficado em estado de choque e chorado muito após o ocorrido. Segundo ela, Turra não apresentou pedido de desculpas. A adolescente ainda afirmou que o então piloto já costumava praticar “brincadeiras inadequadas e humilhantes”, que teriam se tornado cada vez mais perigosas com o passar do tempo.

Em outro relato, a jovem afirma ter sido submetida a descargas elétricas por cerca de 10 minutos dentro de um carro estacionado no Park Way, entre julho e agosto de 2025. Segundo o depoimento, Turra teria aplicado choques nos seios, na barriga e nas pernas da vítima, mesmo após ela pedir para que parasse.

Encurralada em um canto do evento, a jovem afirma que ouviu a ordem: “Abre a porra da boca”, antes de ter a bebida introduzida à força. Após o episódio, ela relatou ter sido deixada sozinha no local.

A adolescente também denunciou um episódio ocorrido em 7 de junho de 2025, durante confraternização no Jockey Club, quando teria sido forçada a ingerir vodca. De acordo com o relato, Turra teria ordenado que ela abrisse a boca enquanto outras pessoas seguravam seu braço.

Morte de adolescente

As denúncias ganharam ainda mais repercussão após a morte do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos. Ele foi agredido na noite de 22 de janeiro, em frente a um condomínio em Vicente Pires (DF), após uma discussão na saída de uma festa.

Imagens mostram o momento em que Rodrigo é atingido por um soco e bate a cabeça na lataria de um carro. Ele foi internado no Hospital Brasília, onde permaneceu na UTI até falecer na manhã de 7 de fevereiro.

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Rodrigo morreu nesse sábado (7/2), após duas semanas na UTI
Jovem teve morte cerebral
Amigos, familiares, pessoas públicas e instituições ligadas ao jovem prestaram homenagens
Pedro Turra está preso preventivamente pela morte do adolescente
Momento da agressão, em 22 de janeiro
Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, 16 anos
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Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, 16 anos

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Rodrigo morreu nesse sábado (7/2), após duas semanas na UTI
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Rodrigo morreu nesse sábado (7/2), após duas semanas na UTI

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Jovem teve morte cerebral

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Pedro Turra está preso preventivamente pela morte do adolescente
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Pedro Turra está preso preventivamente pela morte do adolescente

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Pedro Turra

Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
Tio de Rodrigo, o fisioterapeuta Flávio Henrique Fleury acredita que há mais envolvidos
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Tio de Rodrigo, o fisioterapeuta Flávio Henrique Fleury acredita que há mais envolvidos

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A prisão preventiva de Pedro Turra foi decretada e mantida pela 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. O Ministério Público denunciou o ex-piloto por homicídio doloso qualificado por motivo fútil. Se condenado, ele pode cumprir pena de até 30 anos de prisão.

Defesa se manifesta

Em nota, a defesa de Pedro Turra afirmou respeitar as decisões judiciais, mas declarou discordar “de forma técnica e fundamentada” do entendimento adotado pela Justiça. Os advogados informaram que continuarão buscando medidas nos tribunais superiores.

Enquanto o processo prossegue, os relatos de vítimas reforçam a gravidade das acusações e ampliam o debate sobre violência juvenil e responsabilização criminal no Distrito Federal.

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