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Pedreiro que matou jovem em córrego lavou as roupas e apagou mensagens

Antônio da Silva foi preso acusado de matar Viviane Silva, no Recanto das Emas. A jovem foi achada morta seminua em um córrego

atualizado 04/06/2022 15:09

Jovem de cabelos cacheado e batom vermelho sorri para fotoReprodução

Em depoimento na delegacia, o pedreiro Antônio da Silva, 40 anos, negou que tivesse matado a jovem Viviane Silva, 19. Durante toda a oitiva, o suspeito se manteve frio, respondendo às perguntas de forma direta e sem demonstrar qualquer remorso e arrependimento. O suspeito lavou a roupa que usava na noite do crime e apagou todas as mensagens trocadas com a vítima por meio do WhatsApp. A versão caiu por terra ao ser confrontada com depoimentos de testemunhas e provas coletadas por investigadores da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas).

A primeira contradição do suspeito foi sobre o horário em que ele a Viviane deixaram o bar, em Santo Antônio do Descoberto (GO), onde estavam na noite de quarta (1/6). As imagens registraram a chegada deles às 21h39. Exatamente às 22h33, Viviane, que usava muletas porque tinha dificuldade para andar, postou uma foto, ainda no bar, na companhia de Antônio da Silva. Logo depois, as câmeras registram a saída de ambos, às 23h41.

A segunda contradição é sobre o pedreiro ter deixado Viviane em um parque de diversões próximos à Igreja da Matriz, em Santo Antônio do Descoberto. O suspeito garantiu que a jovem ficou na companhia de um casal e mais um homem, e que logo depois ele teria ido embora. O fato foi desmentido por testemunhas que afirmaram terem visto Viviane apenas na companhia de Antônio. A jovem morreu por afogamento. O corpo tinha uma lesão na cabeça.

Veja imagens de Viviane e do assassino:

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Roupas lavadas

A coluna apurou que, na mesma noite do crime, o pedreiro resolveu lavar todas as peças de roupa que vestia quando estava com Viviane no Bar. Da mesma forma, o suspeito se preocupou em apagar todas as mensagens que havia trocado com a jovem por meio do WhatsApp. Esses indícios que seriam uma forma de Antônio apagar provas foram levados em consideração pela PCDF.

Outro vestígio importante é o celular da vítima, que foi localizado nas proximidades do córrego onde Viviane foi achada morta seminua. A única digital no aparelho era justamente a do pedreiro. O aparelho não possuía nem sequer qualquer impressão digital de Viviane. “Ele pegou o celular da jovem e arremessou na mata. Diante das contradições, foi autuado por homicídio qualificado”, disse o delegado Pablo Aguiar, chefe da 27ª DP (Recanto das Emas).

A jovem foi enterrada neste sábado (4/6), no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga.

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