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Na Mira

PCDF conclui que motociclista assumiu risco de matar mãe e filha

Antes registrado como homicídio culposo, agora ele foi indiciado por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar)

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Reprodução
Moto caída no chão após se envolver em acidente fatal no DF - Metrópoles

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) mudou a tipificação do crime pelo qual o motociclista de 35 anos que atropelou e matou mãe e filha na manhã desta segunda-feira (10/10) irá responder. Antes registrado como homicídio culposo (quando não há intenção de matar), agora ele foi indiciado por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar).

Segundo informado pela 16ª DP, após a avaliação das imagens do atropelamento e a informação preliminar da perícia de que a velocidade aproximada na moto era de 160km/h, o delegado mudou o indiciamento.

Depoimento

Em depoimento, João Batista Siqueira, 36 anos, negou estar em alta velocidade no momento do acidente e disse não se lembrar do que aconteceu.

“Alegou que não estava em alta velocidade, que saía de um retorno. Daí em diante, teve um apagão”, resumiu o advogado Márcio Túlio Duarte. O defensor disse que se pronunciará novamente somente nos autos do processo.

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Moto parou a 300 metros do local do ocorrido
As vítimas, Sandra e Heloísa morreram na hora
Vítimas atravessavam a faixa quando foram atingidas pela moto
Veículo era conduzido por João Batista Siqueira
Polícia Militar do Distrito Federal acompanhou o caso
Motociclista passou pelo teste do bafômetro, e resultado deu negativo
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Motociclista passou pelo teste do bafômetro, e resultado deu negativo

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Moto parou a 300 metros do local do ocorrido
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Moto parou a 300 metros do local do ocorrido

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As vítimas, Sandra e Heloísa morreram na hora
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As vítimas, Sandra e Heloísa morreram na hora

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Vítimas atravessavam a faixa quando foram atingidas pela moto
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Vítimas atravessavam a faixa quando foram atingidas pela moto

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Veículo era conduzido por João Batista Siqueira
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Veículo era conduzido por João Batista Siqueira

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Polícia Militar do Distrito Federal acompanhou o caso
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Polícia Militar do Distrito Federal acompanhou o caso

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Atropelamento aconteceu em frente a um supermercado
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Atropelamento aconteceu em frente a um supermercado

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Sandra e a filha morreram na hora
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Sandra e a filha morreram na hora

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A balconista deixa outros dois filhos
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A balconista deixa outros dois filhos

Vinícius Schmidt/Metrópoles

O suspeito permanecerá preso, sem direito a fiança, e aguardará audiência de custódia, que deve acontecer nesta terça-feira (11/10). Além disso, a Polícia Civil fará a representação pela suspensão do direto de dirigir do motociclista, que já se envolveu anteriormente em outros acidentes de trânsito, segundo a corporação.

O atropelamento

Sandra Sousa Freire, 33 anos, e Heloísa Sousa Freire, 3, atravessavam a faixa de pedestre quando foram atingidas fatalmente pela motocicleta guiada por João Batista. Sandra era balconista de um estabelecimento comercial e deixa outros dois filhos, de 14 e de 6 anos.

João trafegava acima de 160 km/h quando perdeu o controle da moto. A informação foi passada pelo diretor de policiamento do Detran-DF, Wesley Cavalcante. A velocidade máxima permitida da via é 60km/h.

Imagens de câmeras de segurança flagraram o motociclista que matou mãe e filha, em Planaltina, trafegando em alta velocidade, minutos antes de atingir fatalmente a família na faixa de pedestre.

Veja o vídeo:

O condutor recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros do DF, mas não sofreu ferimentos graves. O homem passou por teste do bafômetro e deu negativo.

“Eu estava com ela agora no dentista. Ela é uma pessoa maravilhosa, vai fazer muita falta”, diz a amiga de igreja de Sandra, Rafaela Rocha. “O cara vem e tira a vida da menina desse jeito. Uma fatalidade muito grande”, diz o tio da vítima, Antônio José de Aguiar.

Os pais de Sandra moram no Ceará. “A Sandra era tudo: uma menina da igreja, trabalhadora, cuidava do marido e das filhas dela. O cara amanhã ou depois está na rua, não tem justiça para isso”, lamenta o Antônio. “A gente não pode fazer nada”.