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Distrito Federal

Motociclista que matou mãe e filha disse não se lembrar de atropelamento: "Tive apagão"

Em depoimento na 16ª DP (Planaltina), João Batista Siqueira diz não se lembrar do ocorrido. PCDF pedirá suspensão do direito dele de dirigir

10/10/2022 17:07, atualizado 10/10/2022 17:11
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João Batista Siqueira atropelou e matou mãe e filha atropeladas em Planaltina - Metrópoles

Em depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), na 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), o motociclista de 35 anos que atropelou e matou mãe e filha na manhã desta segunda-feira (10/10), negou estar em alta velocidade no momento do acidente e disse não se lembrar do que aconteceu.

“Alegou que não estava em alta velocidade, que estava saindo de um retorno. Daí, em diante, teve um apagão”, resumiu o advogado Márcio Túlio Duarte. O defensor disse que se pronunciará novamente somente nos autos do processo.

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João Batista foi atuado em flagrante por homicídio culposo no trânsito. O caso pode ser alterado para doloso (quando assume-se a responsabilidade de matar) ao longo da investigação, pelo fato de ter acontecido em uma faixa de pedestre.

Motociclista que matou mãe e filha disse não se lembrar de atropelamento: “Tive apagão” - destaque galeria
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Moto parou a 300 metros do local do ocorrido
As vítimas, Sandra e Heloísa morreram na hora
Vítimas atravessavam a faixa quando foram atingidas pela moto
Veículo era conduzido por João Batista Siqueira
Polícia Militar do Distrito Federal acompanhou o caso
Motociclista passou pelo teste do bafômetro, e resultado deu negativo
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Motociclista passou pelo teste do bafômetro, e resultado deu negativo

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Moto parou a 300 metros do local do ocorrido
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Moto parou a 300 metros do local do ocorrido

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As vítimas, Sandra e Heloísa morreram na hora
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As vítimas, Sandra e Heloísa morreram na hora

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Vítimas atravessavam a faixa quando foram atingidas pela moto
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Vítimas atravessavam a faixa quando foram atingidas pela moto

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Veículo era conduzido por João Batista Siqueira
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Veículo era conduzido por João Batista Siqueira

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Polícia Militar do Distrito Federal acompanhou o caso
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Polícia Militar do Distrito Federal acompanhou o caso

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Atropelamento aconteceu em frente a um supermercado
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Atropelamento aconteceu em frente a um supermercado

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Sandra e a filha morreram na hora
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Sandra e a filha morreram na hora

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A balconista deixa outros dois filhos
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A balconista deixa outros dois filhos

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O suspeito permanecerá preso, sem direito a fiança, e aguardará audiência de custódia, que deve acontecer nesta terça-feira (11/10). Além disso, a Polícia Civil fará a representação pela suspensão do direto de dirigir do motociclista, que já se envolveu anteriormente em outros acidentes de trânsito, segundo a corporação.

O atropelamento

Sandra Sousa Freire, 33 anos, e Heloísa Sousa Freire, 3, atravessavam a faixa de pedestre quando foram atingidas fatalmente pela motociclista guiada por João Batista. Sandra era balconista de um estabelecimento comercial e deixa outros dois filhos, de 14 e de 6 anos.

João trafegava acima de 150 km/h quando perdeu o controle da moto. A informação foi passada pelo diretor de policiamento do Detran-DF, Wesley Cavalcante. A velocidade máxima permitida da via é 60km/h.

“Tudo vai ser confirmado pela perícia, mas preliminarmente, ele estaria a acima de 150km/h. Quando ele viu elas, começou a frear, caiu e a moto atingiu as duas”, explica Wesley Cavalcante.

Imagens de câmeras de segurança flagraram o motociclista que matou mãe e filha, em Planaltina, trafegando em alta velocidade, minutos antes de atingir fatalmente a família na faixa de pedestre.

Veja o vídeo:

O condutor recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros do DF, mas não sofreu ferimentos graves. O homem passou por teste do bafômetro e deu negativo.

“Eu estava com ela agora no dentista. Ela é uma pessoa maravilhosa, vai fazer muita falta”, diz a amiga de igreja de Sandra, Rafaela Rocha. “O cara vem e tira a vida da menina desse jeito. Uma fatalidade muito grande”, diz o tio da vítima, Antônio José de Aguiar.

Os pais de Sandra moram no Ceará. “A Sandra era tudo: uma menina da igreja, trabalhadora, cuidava do marido e das filhas dela. O cara amanhã ou depois está na rua, não tem justiça para isso”, lamenta o Antônio. “A gente não pode fazer nada”.