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Ordem para roubar agência bancária no DF veio da prisão, diz suspeita

Sete criminosos foram presos ao roubar um banco, no Paranoá, na madrugada dessa segunda-feira (13/6)

atualizado 14/06/2022 9:11

Carro da Polícia Militar do Distrito FederalMyke Sena/Especial para o Metropoles

O furto cometido em uma agência bancária do Paranoá foi “encomendada” por criminosos que cumprem pena em uma penitenciária — não informada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A informação é de um dos sete presos, suspeito de participar do assalto.

O crime teve planejamento detalhado e cada integrante do grupo tinha função definida. Alguns assumiram a tarefa de vigiar o local, outros de serrar as grades e conduzir veículos na fuga. Um dos homens relatou que chegou ao local por meio de transporte por aplicativo e cobrou R$ 2 mil para ficar de “vigia”.

A suspeita é de que, além do cofre que guardava dinheiro, a quadrilha também tenha invadido um espaço restrito que armazenava armas e coletes balísticos. Informações preliminares apontam que comparsas podem ter escapado carregando ao menos R$ 100 mil.

Um vigilante percebeu a movimentação do bando. Ele ouviu o barulho de serra e ligou para o 190. Quando chegaram ao local, policiais militares perceberam que um dos vidros do banco estava quebrado e a grade cortada. Durante varredura, os PMs viram pessoas no telhado da agência, momento em que os suspeitos efetuaram disparos de arma de fogo e a polícia precisou revidar.

Após negociações, dois homens desceram do telhado e se entregaram, sem apresentar resistência. Um terceiro, contudo, tentou fugir, mas acabou detido. Em seguida, outra equipe que prestava apoio, encontrou um carro parado em um estacionamento nas imediações.

O veículo estava com quatro suspeitos, que ao serem abordados acabaram detidos. Segundo a PM, outros três carros suspeitos também foram vistos trafegando pela Avenida do Paranoá durante a abordagem. No local do crime, apreenderam ferramentas como chave de fenda e marreta.

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Uma das pessoas detidas é uma grávida de 21 anos, nascida em Mato Grosso. Morando no Distrito Federal há cerca de dois meses, a mulher já coleciona passagens por tráfico de drogas e estelionato. Ela narrou que estava em um parque de diversões quando um grupo a chamou para para ir até o banco. Confessou que sabia que os suspeitos planejavam cometer o crime, mas diz que não participou porque acabou desistindo de última hora.

Um outro envolvido acrescentou que a ordem para furtar o banco partiu de dentro do presídio. No total, a 6ª Delegacia de Polícia recebeu sete criminosos.

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