Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Na Mira

Operação mira grupo por fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.

Os suspeitos obtinham cartões e criavam links falsos de cobrança para cometer estelionatos e lavar dinheiro; PCDF cumpre 18 mandados

Compartilhar notícia
Divulgação/PCDF
Operação mira grupo por fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Divisão de Análise de Crimes Virtuais da Coordenação de Repressão às Fraudes (DCV/CORF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º/7), a Operação Black Card para desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes de fraudes eletrônicas, invadir sistemas, cometer estelionatos com cartões bancários e lavar dinheiro. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados, sendo sete de prisão temporária e 11 de busca e apreensão.

De acordo com a PCDF, os suspeitos obtinham cartões bancários de forma ilícita, utilizavam maquininhas cadastradas em nome de terceiros, criavam links falsos de cobrança e movimentavam os valores por meio de empresas de fachada e contas bancárias de laranjas.

As investigações apontaram que após a prisão de um dos integrantes do grupo em uma operação anterior, parte dos investigados passou a apagar perfis das redes sociais, trocar números de telefones e reduzir a exposição pública para dificultar o trabalho da polícia.

Funções específicas

O grupo era altamente estruturado e tinha divisão de funções específicas. A polícia identificou que a organização contava com pessoas responsáveis por pegar dados de cartões das vítimas, executar as fraudes, recrutar terceiros para fornecer contas bancárias e empresas, administrar os recursos obtidos e alterar registros administrativos em órgão públicos.

De acordo com informações obtidas pela coluna Na Mira, na conta dos investigados foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos. Também foram constatados que os envolvidos tinham grandes quantias em dinheiro, relógios de luxo, veículos de alto padrão, armas de fogo e empresas abertas recentemente para movimentar os recursos ilícitos.

Durante os mandados de busca e apreensão, os agentes apreenderam celulares e chips de telefonia. Os itens apreendidos irão passar por perícia para ajudar no levantamento de novas provas.

Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato eletrônico, invasão de dispositivos informativo, furto mediante fraude eletrônica, porte ou posse ilegal de arma de fogo, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistemas públicos, além de outros crimes que podem surgir ao longo das investigações.