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Na Mira

"Meu avô era preto, como posso ser racista?", disse mulher presa na BA

Durante toda a condução até a delegacia, a moradora do DF presa pela Polícia Militar por racismo dizia: “Sou uma velhinha de 74 anos”

22/04/2026 09:31, atualizado 22/04/2026 13:38
Reprodução / @alojuca
"Meu avô era preto": brasiliense presa por racismo passará por audiência

Moradora do Distrito Federal, uma mulher de 74 anos presa em Salvador (BA) sob suspeita de racismo passará por audiência de custódia nesta quarta-feira (22/4). Ao resistir à condução policial para a delegacia, ela disse: “Em Brasília nunca aconteceria isso. Meu avô também era preto, como eu posso ser racista?”.

Vídeo: 


Mais detalhes: 

  • Após a prisão, a mulher foi encaminhada à Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (Deati), onde permanece custodiada.
  • A detenção ocorreu na terça-feira (21/4), realizada por uma guarnição da 12ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).
  • A moradora do DF estava na região da orla, entre os bairros Rio Vermelho e Ondina, quando teria ofendido um policial negro.
  • Ela teria dito ser de uma raça superior a do policial.

“Em Brasília só tem branco”

Vídeos amplamente divulgados nas redes sociais mostram a mulher dizendo: “Me pegaram na praia. Eu sou uma senhora de Brasília. É que em Brasília só tem branco e não tem ninguém armado desse jeito”.

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Ao chegar à Central de Flagrantes, no bairro dos Barris, a turista voltou a se defender, alegando ser apenas uma senhora, e fez comparações entre Salvador e Brasília. Ela também afirmou que sua filha trabalha em uma grande instituição financeira.

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As imagens também registram o momento em que a mulher demonstra agressividade contra um policial, enquanto tenta se soltar. Em outro trecho, ela declara: “Eu sou uma velhinha de 74 anos. Larga o meu braço. Em Brasília, nunca aconteceria isso. Meu avô também era preto, como eu posso ser racista?”.

A coluna Na Mira entrou em contato com a Polícia Militar da Bahia (PMBA) e aguarda retorno. A defesa da mulher não foi localizada até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações.