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Na Mira

Número de denúncias de estupro contra ginecologista sobe para 20

As vítimas relataram à polícia que o ginecologista realizava toques indesejados e fazia perguntas inapropriadas sobre a intimidade delas

22/04/2026 06:56, atualizado 22/04/2026 11:31
Reprodução / Redes sociais
Marcelo Arantes, médico ginecologista acusado de estupro

O número de denúncias contra o ginecologista acusado de estuprar pacientes subiu de cinco para 20. A Polícia Civil de Goiás apura 11 casos em Senador Canedo e nove em Goiânia (GO), cidades onde o médico Marcelo Arantes atuava. Ele é investigado por estupro de vulnerável.

Imagens:

Número de denúncias de estupro contra ginecologista sobe para 20 - destaque galeria
3 imagens
Marcelo Arantes atendia em Senador Canedo e Goiânia
Marcelo Arantes Silva submetia as pacientes a diversos atos libidinosos, tanto durante consultas quanto em exames
Ginecologista Marcelo Arantes Silva é investigado por estuprar pacientes
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Ginecologista Marcelo Arantes Silva é investigado por estuprar pacientes

Divulgação/PCGO
Marcelo Arantes atendia em Senador Canedo e Goiânia
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Marcelo Arantes atendia em Senador Canedo e Goiânia

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Marcelo Arantes Silva submetia as pacientes a diversos atos libidinosos, tanto durante consultas quanto em exames
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Marcelo Arantes Silva submetia as pacientes a diversos atos libidinosos, tanto durante consultas quanto em exames

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A defesa do médico Marcelo Arantes disse, por meio de nota, que teme que o cliente seja vítima de julgamento e condenação antecipados junto à opinião pública.

“A superexposição pode gerar juízo antecipado de culpabilidade e pressionar indevidamente a formação da convicção antes da análise das provas. A presunção de inocência exige que conclusões ocorram apenas ao final da apuração formal”.

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“Em um estado de direito, a culpa só se estabelece com o trânsito em julgado de uma sentença condenatória”, complementa a nota.

“Buscava ganhar confiança”

A investigação está a cargo da Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem). Na última quinta-feira (16/4), a delegada responsável pelo caso, Amanda Menuci, informou que os abusos teriam ocorrido entre 2017 e 2026, durante consultas e exames ginecológicos. “Ele buscava ganhar a confiança das pacientes antes de cometer os crimes”, afirmou.

As vítimas relataram à polícia que o ginecologista realizava toques indesejados e fazia perguntas inapropriadas sobre a intimidade das pacientes.


Pedido de prisão negada pelo Poder Judiciário:

  • A Deaem representou pela prisão preventiva, mas o pedido foi negado pelo Poder Judiciário, que determinou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
  • Ele responde, no inquérito policial, pelo crime de estupro de vulnerável.
  • Imagens do suspeito foram divulgadas pela Polícia Civil para incentivar que outras possíveis vítimas façam denúncias. O disque-denúncia é o 197.

Médico foi suspenso

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que o registro do médico foi suspenso por decisão judicial.

Sobre as acusações, o conselho ressaltou que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos — recebidas ou de que tenha conhecimento — são apuradas e tramitam sob sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico.

O Cremego também solicitou esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição mencionada nas denúncias.