Ladrão "Cão dos Infernos" é preso após onda de furtos na Asa Norte
Investigação da PCDF aponta que suspeito acumulava ao menos sete crimes patrimoniais e continuava atuando mesmo em prisão domiciliar

A atuação de um criminoso conhecido entre investigadores como o “Cão dos Infernos” chegou ao fim com a prisão preventiva cumprida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O homem é investigado por uma série de furtos qualificados contra estabelecimentos comerciais e, segundo a apuração da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), possui envolvimento em pelo menos sete crimes patrimoniais registrados entre 2024 e 2026.
A prisão foi decretada no âmbito da investigação sobre o furto a um bar localizado na SGAN 909 Norte, ocorrido na noite de 25 de maio deste ano. Conforme a investigação, dois homens invadiram o estabelecimento após romperem obstáculos de acesso e levaram diversos equipamentos utilizados na atividade comercial. Entre os objetos furtados estavam uma máquina de gelo, panelas, kits de coquetelaria, porta-condimentos, saca-rolhas, copos e outros utensílios, causando prejuízo estimado em R$ 3,2 mil.
As diligências conduzidas pelos policiais da 2ª DP permitiram identificar um dos suspeitos por meio da análise de imagens de câmeras de segurança e de outros elementos reunidos durante a investigação. O apelido de “Cão dos Infernos” surgiu em razão da forma como o investigado passou a ser identificado pelos policiais durante as investigações sobre sua atuação em crimes patrimoniais.
Sequência de furtos
Segundo a Polícia Civil, o investigado é apontado como autor de uma sequência de furtos que inclui invasões a estabelecimentos comerciais, subtração de cabos de transmissão de dados, telefonia e energia elétrica, além de furtos praticados em canteiros de obras.
A investigação também revelou que o suspeito cumpria prisão domiciliar desde 2022. De acordo com a PCDF, a medida cautelar não impediu que ele continuasse, supostamente, praticando crimes patrimoniais, fator que levou a autoridade policial a representar pela prisão preventiva.
Com base nos indícios de autoria, na materialidade dos crimes e no risco de reiteração criminosa, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva do investigado para garantir a ordem pública.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar o segundo participante do furto ao bar e verificar eventual envolvimento de outros integrantes na sequência de crimes atribuída ao grupo.



