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Justiça nega habeas corpus e “Rei das Rifas”, o Big Jhoow, segue preso

O influenciador Elizeu Silva Cordeiro, conhecido nas redes sociais como Big Jhoow ou “Rei das Rifas”, está preso desde 16 de novembro

atualizado

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Influencer é preso em ação contra grupo que fazia sorteios ilegais de carros de luxo na Internet
1 de 1 Influencer é preso em ação contra grupo que fazia sorteios ilegais de carros de luxo na Internet - Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) negou um pedido de habeas corpus protocolado pela defesa de Elizeu Silva Cordeiro, conhecido como “Big Jhow” ou “Rei das Rifas”. O influencer, preso desde 16 de novembro, é investigado por lavagem de dinheiro por movimentar milhões em rifas ilegais.

De acordo com a decisão do desembargador Jansen Fialho, Big Jhoow, caso posto em liberdade, pode voltar a cometer os crimes.

“Desse modo, conforme ponderado pelo juízo impetrado, a situação em contexto é suficiente para prognosticar risco atual de reiteração delitiva, perturbador da ordem pública, na qual a credibilidade do Poder Judiciário está inserida”, escreveu o magistrado.

Big Jhoow foi alvo da segunda fase da Operação Huracán, que visa desarticular um esquema milionário de rifas ilegais e lavagem de dinheiro com uso de empresas de fachada.

Empresas de fachada

Outro youtuber envolvido no esquema das rifas ilegais é Marcelo Alves Lopes. Os investigadores identificaram que a outra ponta do esquema no DF ficava sob a responsabilidade de Marcelo Alves. O influenciador , segundo a PCDF, sorteia veículos sem autorização através de uma plataforma na internet. Marcelo já sorteou pelo menos dois veículos e vários Iphones. Tanto Big Jhoow quanto Marcelo usam empresas de fachada para lavar o dinheiro amealhado com as rifas ilegais.

Foram mapeadas ligação entre as empresas, confirmadas por meio de depósitos entre contas vinculadas às firmas de fachada. As investigações mostram que Marcelo é proprietário das empresas BR Vendas e ML Pagamentos e Comércio de Produtos Eletrônicos. Ambas as empresas deveriam estar situadas em Taguatinga, mas não existem fisicamente.

A primeira estaria sediada em Taguatinga Sul, mas no local existe apenas um lote com uma casa nos fundos. Já a segunda empresa estaria sediada na Quadra QSC 19, mas no local está situado em prédio residencial. No andar foi encontrado apenas um apartamento desocupado.

Movimentações milionárias

As investigações também acompanharam o fluxo milionário que percorria a conta bancária dos influenciadores responsáveis pelas rifas ilegais. Tanto Big Jhoow quanto Marcelo Alves usavam laranjas para receber grandes quantias. Em apenas dois meses, a conta do influenciador, que tem renda presumida de R$ 4 mil, recebeu R$ 3,1 milhões.

Já o influenciador mineiro movimentou R$ 5,3 milhões em um período de apenas sete meses. Big Jhoow se apresenta como leiloeiro com uma suposta renda mensal de R$ 5,3 mil. Ele é dono dos dois superesportivos apreendidos na operação. O primeiro é a Lamborghini modelo Gallardo S, de cor amarela, ano 2011, avaliada em R$ 1,1 milhão. O segundo, modelo Huracán Spyder LP580-2, ano 2017, está avaliado em R$ 3,3 milhões.

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