Homem é preso por atrocidades contra mulher com deficiência em Águas Claras
Suspeito descumpriu medida protetiva apenas três dias após deixar a cadeia. Investigação aponta histórico de ameaças e exploração financeira

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), deflagrou nesta terça-feira (27/10) a operação Back To Jail. A ação resultou na prisão preventiva de um homem de 46 anos, acusado de praticar violência doméstica e familiar contra sua ex-companheira, uma mulher de 56 anos com deficiência intelectual.

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Ver todasA prisão foi efetuada no início da tarde, nas proximidades da estação de metrô Concessionária, em Águas Claras. O investigado, que vive em situação de rua e costumava frequentar as redondezas do domicílio da vítima, havia sido beneficiado com a soltura no início deste mês.
No entanto, apenas três dias após sair do sistema prisional, voltou a procurar a vítima em sua residência, descumprindo expressamente as medidas protetivas de urgência fixadas pela Justiça.
Padrão de abusos
De acordo com as investigações conduzidas pela Decrin, o acusado mantinha um padrão contínuo de abusos, violência psicológica e exploração financeira. Os agentes apuraram que ele manipulava a vítima para efetuar saques de seu benefício bancário.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAlém do abuso financeiro, o histórico de agressões e ameaças dirigidas à mulher e à sua mãe se estende por anos:
- 2020: o suspeito realizou diversas ligações telefônicas ameaçando atear fogo no apartamento da família.
- Período intermediário: em outra ocasião de liberdade provisória, depredou a portaria do edifício onde a vítima reside.
- 2022: tentou invadir o condomínio e arremessou uma garrafa de vidro contra a fachada da portaria.
- 2026: três dias após a soltura recente, retornou à porta do apartamento para importunar a ex-companheira.
Garantia da ordem pública
Diante da reincidência e do risco iminente à integridade física e psicológica das vítimas, a Autoridade Policial da Decrin representou pela prisão preventiva, acatada pela 2ª Vara Criminal de Águas Claras.
A polícia destacou no pedido a necessidade imperiosa da medida para interromper o ciclo de violência e evitar a prática reiterada de novos crimes contra a vulnerável. O detido foi encaminhado à carceragem da PCDF e permanece à disposição do Poder Judiciário.

