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Hackers que vazaram dados de 8 mil pessoas são investigados pela PCDF. Veja vídeo
Segundo a PCDF, os hackers obtiveram informações sensíveis de aproximadamente 8 mil clientes cadastrados no banco de dados de uma empresa
atualizado
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Policiais civis da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), deflagraram, nesta quarta-feira (27), a segunda fase da Operação Disrupção, que investiga dois hackers suspeitos de invadir bancos de dados de empresas.
Os mandados foram cumpridos nos bairros de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro/RJ, e Barra Funda, em São Paulo/SP. Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, computadores e outros objetos relacionados à prática criminosa investigada.
Criminosos exigiram R$ 400 mil
A investigação teve início em agosto de 2024, após uma empresa de gateway de pagamentos ser vítima de invasão em seus servidores e tentativa de extorsão. Os hackers acessaram a infraestrutura em nuvem da empresa e obtiveram informações sensíveis de aproximadamente 8 mil clientes cadastrados em sua base de dados.
Após a invasão, os criminosos exigiram o pagamento de R$ 400 mil, no prazo de 24 horas, para que os dados não fossem divulgados. Como o representante da empresa recusou o pagamento, informações pessoais e bancárias dos clientes acabaram sendo vazadas na internet.
Investigação em 2024
Em outubro de 2024, a DRCC identificou um dos envolvidos e cumpriu mandado de busca e apreensão na cidade de Americana/SP. Na ocasião, o investigado confessou participação no esquema criminoso. As investigações apontaram que ele atuava como organizador da ação, contratando hackers responsáveis pela retirada dos dados e pela execução da extorsão. Apesar da confissão, ele não colaborou com a identificação dos demais integrantes do grupo.
Os três investigados identificados até o momento poderão responder pelos crimes de extorsão, associação criminosa e invasão de dispositivo informático.
As investigações continuam para apurar a possível participação de outras pessoas no esquema criminoso.