Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Na Mira

Grupo tinha catálogo "sem limite de gozada" para anunciar Ruiva On Line

Grupo suspeito de golpes no Lago Norte (DF) usava anúncios falsos de prostituta e oferecia vídeos e chamadas sexuais por até R$ 900

05/11/2026 11:07
Reprodução / PCDF
Mensagem com o catálogo

Alvo da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quinta-feira (5/11), o grupo investigado por aplicar golpes e extorquir vítimas no Lago Norte (DF) dizia ter um catálogo completo e “sem frescuras”, com vídeos de sexo anal, oral e vaginal. Na mensagem, os criminosos, que utilizavam anúncios falsos de uma suposta garota de programa com o perfil denominado Ruiva On Line para atrair clientes, ainda reforçavam: “Sem limite de gozada”.

Os preços variavam entre R$ 150 por um vídeo de sexo de 30 minutos e R$ 900 pela pernoite. Para enviar três vídeos com cinco fotos, o valor era de R$ 50. Já as chamadas de vídeo de 20 minutos custavam R$ 75.

Uma das conversas entre um cliente e a falsa garota de programa do perfil Ruiva On Line mostra que a interação começava com um “Oi, tudo bem?” e a pergunta sobre quantos anos a mulher tinha.

Veja mensagens:

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Grupo tinha catálogo “sem limite de gozada” para anunciar Ruiva On Line - destaque galeria
6 imagens
Valores do programa
Ameaça mostrando vídeo de arma
Cliente pergunta se Ruiva On Line está sozinha
Mensagem perguntando sobre o que o cliente gosta de fazer
Valor da transação feita em 22 de outubro
Mensagem com o catálogo
1 de 6

Mensagem com o catálogo

Reprodução / PCDF
Valores do programa
2 de 6

Valores do programa

Reprodução / PCDF
Ameaça mostrando vídeo de arma
3 de 6

Ameaça mostrando vídeo de arma

Reprodução / PCDF
Cliente pergunta se Ruiva On Line está sozinha
4 de 6

Cliente pergunta se Ruiva On Line está sozinha

Reprodução / PCDF
Mensagem perguntando sobre o que o cliente gosta de fazer
5 de 6

Mensagem perguntando sobre o que o cliente gosta de fazer

Reprodução / PCDF
Valor da transação feita em 22 de outubro
6 de 6

Valor da transação feita em 22 de outubro

Reprodução / PCDF

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Investigação

Durante a operação, conduzida por policiais civis da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte), com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de bens contra três investigados.

Segundo a PCDF, o grupo utilizava o perfil “Ruiva On Line” para atrair vítimas, exigir pagamentos antecipados e, posteriormente, ameaçá-las com falsas referências a uma facção criminosa.

Os três suspeitos foram identificados pela equipe da 9ª DP e moram em Montes Claros (MG). Os investigados poderão responder por estelionato, extorsão e associação criminosa.

A investigação começou após o registro de uma ocorrência. Os policiais analisaram as conversas entre os envolvidos, rastrearam as transações financeiras e identificaram os terminais utilizados nos contatos. O trabalho permitiu chegar aos três suspeitos.

Como funcionava o golpe

O esquema começava com um anúncio na internet de uma mulher que se apresentava como “Ruiva On Line”. Após demonstrar interesse e combinar um encontro em um endereço no Lago Norte, a vítima era informada de que precisaria pagar uma quantia antecipada para ter o acesso liberado.

Depois do primeiro pagamento, os criminosos apresentavam novas cobranças, alegando, por exemplo, a necessidade de comprar produtos relacionados ao suposto programa. No entanto, o encontro nunca acontecia.

Ao perceber que havia sido enganada e tentar interromper os pagamentos, a vítima passava a receber ameaças. Os suspeitos afirmavam integrar uma facção criminosa e diziam que, caso não fossem feitos novos depósitos, ela seria incluída em uma suposta “lista do crime organizado”.

Dessa forma, o golpe inicialmente aplicado como estelionato evoluía para a extorsão, com ameaças usadas para intimidar as vítimas e obter ainda mais dinheiro.


Polícia orienta como evitar golpes

O delegado-chefe adjunto da 9ª DP, Ronney Teixeira, também apresentou orientações para evitar cair nesse tipo de fraude. Entre as recomendações estão:

  • Desconfie de pedidos de pagamento antecipado, como “sinal”, “taxa de acesso”, “reserva” ou compra de produtos;
  • Tenha cuidado com perfis que utilizam fotos muito produzidas, pressionam por pagamentos rápidos ou recusam chamadas de vídeo;
  • Ao perceber uma possível fraude, interrompa os pagamentos imediatamente, pois ceder às ameaças pode resultar em novas cobranças;
  • Não se intimide com ameaças envolvendo facções criminosas ou o crime organizado; esse discurso pode ser usado para pressionar a vítima a transferir mais dinheiro;
  • Guarde provas, como capturas de tela das conversas, comprovantes de pagamento, números de telefone, chaves Pix e links dos anúncios;
  • Entre em contato com o banco e solicite a contestação da transferência pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), em caso de pagamento via Pix;
  • Registre ocorrência na delegacia mais próxima ou pela Delegacia Eletrônica.