“Ruiva On Line”: grupo usava anúncio fake de garota de programa para golpes.
Golpistas atraíam vítimas com anúncios falsos, cobravam pagamentos antecipados e, depois, faziam ameaças para extorquir

Policiais civis da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) deflagraram, nesta quinta-feira (5/11), a Operação Ruiva Fake para desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes e extorquir vítimas no Lago Norte (DF). Os investigados são de Montes Claros (MG) e utilizavam anúncios falsos de uma suposta garota de programa com o perfil “Ruiva On Line” para atrair clientes.
Vídeo da Operação “Ruiva On Line”:
Durante a operação com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais, são cumpridos mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de bens contra três investigados. Segundo a PCDF, o grupo utilizava o perfil “Ruiva On Line” para atrair vítimas, exigir pagamentos antecipados e, posteriormente, ameaçá-las com falsas referências a uma facção criminosa.
Os três suspeitos foram identificados pela equipe da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) e moram em Montes Claros (MG).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesComo funcionava o golpe
O esquema começava com um anúncio na internet de uma mulher que se apresentava como “Ruiva On Line”. Após demonstrar interesse e combinar um encontro em um endereço no Lago Norte, a vítima era informada de que precisaria pagar uma quantia antecipada para ter o acesso liberado.
Veja prints das mensagens:

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Frequência de envio: Diário
Ver todasDepois do primeiro pagamento, os criminosos apresentavam novas cobranças, alegando, por exemplo, a necessidade de comprar produtos relacionados ao suposto programa. No entanto, o encontro nunca acontecia.
Ao perceber que havia sido enganada e tentar interromper os pagamentos, a vítima passava a receber ameaças. Os suspeitos afirmavam integrar uma facção criminosa e diziam que, caso não fossem feitos novos depósitos, ela seria incluída em uma suposta “lista do crime organizado”.
Dessa forma, o golpe inicialmente aplicado como estelionato evoluía para a extorsão, com ameaças usadas para intimidar as vítimas e obter ainda mais dinheiro.
Investigação
A investigação começou após o registro de uma ocorrência. Os policiais analisaram as conversas entre os envolvidos, rastrearam as transações financeiras e identificaram os terminais utilizados nos contatos. O trabalho permitiu chegar aos três suspeitos.
Os investigados poderão responder por estelionato, extorsão e associação criminosa.
Polícia orienta como evitar golpes
O delegado-chefe adjunto da 9ª DP, Ronney Teixeira, também apresentou orientações para evitar cair nesse tipo de fraude. Entre as recomendações estão:
- Desconfie de pedidos de pagamento antecipado, como “sinal”, “taxa de acesso”, “reserva” ou compra de produtos;
- Tenha cuidado com perfis que utilizam fotos muito produzidas, pressionam por pagamentos rápidos ou recusam chamadas de vídeo;
- Ao perceber uma possível fraude, interrompa os pagamentos imediatamente, pois ceder às ameaças pode resultar em novas cobranças;
- Não se intimide com ameaças envolvendo facções criminosas ou o crime organizado; esse discurso pode ser usado para pressionar a vítima a transferir mais dinheiro;
- Guarde provas, como capturas de tela das conversas, comprovantes de pagamento, números de telefone, chaves Pix e links dos anúncios;
- Entre em contato com o banco e solicite a contestação da transferência pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), em caso de pagamento via Pix;
- Registre ocorrência na delegacia mais próxima ou pela Delegacia Eletrônica.













