Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Na Mira

“Ruiva On Line”: grupo usava anúncio fake de garota de programa para golpes.

Golpistas atraíam vítimas com anúncios falsos, cobravam pagamentos antecipados e, depois, faziam ameaças para extorquir

05/11/2026 07:52, atualizado 05/11/2026 08:16
piranka/Getty Images
Garota de programa perto de janela do carro - Metrópoles

Policiais civis da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) deflagraram, nesta quinta-feira (5/11), a Operação Ruiva Fake para desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes e extorquir vítimas no Lago Norte (DF). Os investigados são de Montes Claros (MG) e utilizavam anúncios falsos de uma suposta garota de programa com o perfil “Ruiva On Line” para atrair clientes.

Vídeo da Operação “Ruiva On Line”:

Durante a operação com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais, são cumpridos mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de bens contra três investigados. Segundo a PCDF, o grupo utilizava o perfil “Ruiva On Line” para atrair vítimas, exigir pagamentos antecipados e, posteriormente, ameaçá-las com falsas referências a uma facção criminosa.

Os três suspeitos foram identificados pela equipe da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) e moram em Montes Claros (MG).

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Como funcionava o golpe

O esquema começava com um anúncio na internet de uma mulher que se apresentava como “Ruiva On Line”. Após demonstrar interesse e combinar um encontro em um endereço no Lago Norte, a vítima era informada de que precisaria pagar uma quantia antecipada para ter o acesso liberado.

Veja prints das mensagens: 

“Ruiva On Line”: grupo usava anúncio fake de garota de programa para golpes - destaque galeria
6 imagens
Valores do programa
Cliente pergunta se Ruiva On Line está sozinha
Mensagem perguntando sobre o que o cliente gosta de fazer
Valor da transação feita em 22 de outubro
Dinheiro apreendido
Ameaça mostrando vídeo de arma
1 de 6

Ameaça mostrando vídeo de arma

Reprodução / PCDF
Valores do programa
2 de 6

Valores do programa

Reprodução / PCDF
Cliente pergunta se Ruiva On Line está sozinha
3 de 6

Cliente pergunta se Ruiva On Line está sozinha

Reprodução / PCDF
Mensagem perguntando sobre o que o cliente gosta de fazer
4 de 6

Mensagem perguntando sobre o que o cliente gosta de fazer

Reprodução / PCDF
Valor da transação feita em 22 de outubro
5 de 6

Valor da transação feita em 22 de outubro

Reprodução / PCDF
Dinheiro apreendido
6 de 6

Dinheiro apreendido

Reprodução / PCDF

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Depois do primeiro pagamento, os criminosos apresentavam novas cobranças, alegando, por exemplo, a necessidade de comprar produtos relacionados ao suposto programa. No entanto, o encontro nunca acontecia.

Ao perceber que havia sido enganada e tentar interromper os pagamentos, a vítima passava a receber ameaças. Os suspeitos afirmavam integrar uma facção criminosa e diziam que, caso não fossem feitos novos depósitos, ela seria incluída em uma suposta “lista do crime organizado”.

Dessa forma, o golpe inicialmente aplicado como estelionato evoluía para a extorsão, com ameaças usadas para intimidar as vítimas e obter ainda mais dinheiro.

Investigação

A investigação começou após o registro de uma ocorrência. Os policiais analisaram as conversas entre os envolvidos, rastrearam as transações financeiras e identificaram os terminais utilizados nos contatos. O trabalho permitiu chegar aos três suspeitos.

Os investigados poderão responder por estelionato, extorsão e associação criminosa.

Polícia orienta como evitar golpes

O delegado-chefe adjunto da 9ª DP, Ronney Teixeira, também apresentou orientações para evitar cair nesse tipo de fraude. Entre as recomendações estão:

  • Desconfie de pedidos de pagamento antecipado, como “sinal”, “taxa de acesso”, “reserva” ou compra de produtos;
  • Tenha cuidado com perfis que utilizam fotos muito produzidas, pressionam por pagamentos rápidos ou recusam chamadas de vídeo;
  • Ao perceber uma possível fraude, interrompa os pagamentos imediatamente, pois ceder às ameaças pode resultar em novas cobranças;
  • Não se intimide com ameaças envolvendo facções criminosas ou o crime organizado; esse discurso pode ser usado para pressionar a vítima a transferir mais dinheiro;
  • Guarde provas, como capturas de tela das conversas, comprovantes de pagamento, números de telefone, chaves Pix e links dos anúncios;
  • Entre em contato com o banco e solicite a contestação da transferência pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), em caso de pagamento via Pix;
  • Registre ocorrência na delegacia mais próxima ou pela Delegacia Eletrônica.