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Na Mira

Grupo recrutava gerentes de bancos para aplicar fraudes bancárias.

Operação da PCDF prendeu 2 pessoas ligadas ao grupo criminoso que tentou realizar transferências fraudulentas estimadas em R$ 500 milhões

09/07/2026 10:31
Reprodução / PCDF
Gerentes de banco são alvo por tentativa de fraude de R$ 500 milhões

Policiais da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Propriedade Imaterial e a Fraudes (CORF), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagraram, nesta quinta-feira (9/7), a Operação Zero Trust, com o objetivo de desarticular uma sofisticada organização criminosa suspeita de aliciar funcionários de instituições financeiras para obter acesso privilegiado aos sistemas internos de bancos para executar fraudes milionárias.

Ao todo, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão no Distrito Federal, em Goiás e no Maranhão. Até o momento, duas pessoas foram presas por envolvimento no esquema. A instituição financeira à qual os gerentes estavam vinculados não foi informada pela PCDF.

De acordo com a investigação, a fraude, estimada em cerca de R$ 500 milhões, só não causou prejuízos à instituição financeira graças à atuação integrada da PCDF com a equipe de segurança do banco, que conseguiu impedir a efetivação das transferências fraudulentas.

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Operação Zero Trust

  • A operação foi deflagrada pela Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf) nesta quinta-feira (9/7);
  • O objetivo é desarticular uma sofisticada organização criminosa suspeita de aliciar funcionários de instituições financeiras para obter acesso a sistemas internos de bancos;
  • Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão no DF, em GO e no MA;
  • Duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no esquema;
  • Segundo a investigação, o grupo cooptava gerentes de bancos para acessar os sistemas com o objetivo de realizar as operações financeiras fraudulentas;
  • O grupo é composto por operadores técnicos, intermediadores, programadores e colaboradores internos.

Gerentes bancários e fraude financeira

As investigações apontam que o grupo criminoso cooptava gerentes bancários, que forneciam credenciais de acesso consideradas essenciais para permitir que integrantes da organização realizassem operações financeiras fraudulentas.

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Durante a apuração, a PCDF reuniu elementos que indicam a existência de uma estrutura criminosa altamente organizada, composta por operadores técnicos, intermediadores, programadores e colaboradores internos.

As evidências apontam o uso de softwares maliciosos, acesso remoto aos dispositivos utilizados pelos gerentes, reuniões virtuais para o planejamento das ações e tentativas de burlar sucessivas camadas de segurança da instituição financeira.

De acordo com a investigação, a fraude, estimada em cerca de R$ 500 milhões, só não causou prejuízos à instituição financeira graças à atuação integrada da PCDF com a equipe de segurança do banco, que conseguiu impedir a efetivação das transferências fraudulentas.

Além dos ataques aos sistemas tecnológicos, os criminosos passaram a investir no aliciamento de funcionários com acesso privilegiado às plataformas bancárias, estratégia utilizada para superar os mecanismos tradicionais de segurança digital e aumentar as chances de sucesso das fraudes.

As investigações seguem sob sigilo judicial para identificar outros integrantes da organização criminosa, esclarecer completamente os fatos e responsabilizar todos os envolvidos.